ETF de dividendos na B3: os 5 fundos, quem paga na conta, DY e taxas (outubro de 2026)

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Moedas e um gráfico de barras crescente, representando os ETFs de dividendos negociados na B3.

No fechamento de outubro de 2026, a B3 tinha 5 ETFs de dividendos (DIVO11, DIVD11, NDIV11, NSDV11 e BBSD11), fundos que compram as ações brasileiras que mais pagam proventos. Juntos somavam R$ 3,09 bilhões de patrimônio e 124.945 cotistas, 84,6% deles no DIVO11. 2 deles pagam o dividendo na conta (NDIV11 e DIVD11); os outros reinvestem. Este guia mostra a diferença, a taxa e o DY de cada um, e o que muda em relação aos fundos imobiliários, que são isentos.

Principais pontos

  • São 5 ETFs de dividendos na B3 no fechamento de outubro de 2026: 2 distribuem os proventos na conta (NDIV11, DY 12M de 8,1% e DIVD11, DY 12M de 7,9%) e 3 reinvestem (DIVO11, NSDV11 e BBSD11).
  • O DIVO11 é o maior, com R$ 2,62 bilhões e 61.558 cotistas.
  • Todos cobram 0,50% ao ano.
  • Entre os 4 com 12 meses de cotação, a cota mediana subiu 2,3% em 12 meses. A variação da cota de quem distribui não inclui o rendimento pago; a de quem reinveste, sim.
  • Rendimento de ETF tem 15% de imposto retido na fonte; o rendimento de fundo imobiliário é isento para pessoa física. Ganho na venda de ETF paga 15%, sem a isenção de R$ 20 mil das ações.

O que é um ETF de dividendos?

É um fundo negociado na bolsa que compra as ações brasileiras com maior histórico de pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio, seguindo um índice de dividendos (o mais usado é o IDIV, da própria B3, que seleciona as empresas com os maiores dividend yields dos últimos anos). Comprando uma cota, o investidor leva dezenas dessas empresas de uma vez. O funcionamento geral está no guia sobre o que é ETF.

O nome engana um pouco: ter “dividendos” no nome não quer dizer que o ETF paga dividendos na conta. Até 2023, nenhum ETF brasileiro podia distribuir; todos reinvestiam os proventos recebidos. Desde então, a B3 permite as duas versões, e hoje existem ETFs de dividendos que pagam na conta e ETFs de dividendos que seguem reinvestindo. A tabela abaixo diz qual é qual.

Quais ETFs de dividendos existem na B3? Lista de outubro de 2026

A tabela abaixo é factual e sai do cadastro da CVM, do informe diário de cada fundo, dos avisos de rendimento do Fundos.NET e da cotação de fechamento de outubro de 2026: são os 5 ETFs de ações de dividendos listados na B3, do maior para o menor patrimônio. “Distribui na conta” quer dizer que o fundo teve rendimento com data-com nos 12 meses até outubro de 2026; “reinveste” quer dizer que os proventos das ações ficam dentro da cota. A coluna “Cota em 12 meses” é a variação do preço de fechamento, sem somar rendimento.

#ETFGestoraO que acompanhaProventosTaxa de administraçãoPatrimônioCotistasDY 12MCota em 12 mesesNa B3 desde
1DIVO11ItaúEmpresas brasileiras que mais distribuem dividendos e JCP.reinveste0,50% ao anoR$ 2,62 bilhões61.558reinveste+9,5%31/01/2012
2DIVD11ItaúO ETF DIVD11 acompanha o retorno do IDIV (índice de dividendos da B3) e distribui proventos mensalmente, no décimo dia útil do mês subsequente.distribui na conta0,50% ao anoR$ 189,6 milhões29.7847,9%+1,6%11/06/2024
3NDIV11Nu Asset25% maiores pagadores de dividendos do Ibovespa, com distribuição de dividendos.distribui na conta0,50% ao anoR$ 145,6 milhões24.1208,1%-4,2%29/09/2023
4NSDV11Nu Asset25% maiores pagadores de dividendos do Ibovespa, com reinvestimento dos proventos.reinveste0,50% ao anoR$ 134,3 milhões8.251reinveste+2,9%29/09/2023
5BBSD11BB Asset30 empresas brasileiras que mais distribuem dividendos.reinveste0,50% ao anoR$ 5,9 milhões1.232reinvesten/d (pouco negociado)01/12/2014

ETFs de dividendos na B3, por patrimônio, ETFs da B3, patrimônio e cotistas do informe diário e cotação de fechamento de outubro de 2026. Variação da cota pelo preço de fechamento, sem somar rendimento. n/d em 12 meses = sem cotação 12 meses antes na base, o que não prova estreia recente; n/d (evento de cota) = desdobramento ou grupamento na janela; n/d (pouco negociado) = fechamento de referência de um pregão com menos de R$ 20 mil em negócios, preço não representativo. DY 12M = rendimento distribuído em 12 meses dividido pela cotação do fechamento, só para quem distribui na conta; quem reinveste tem o provento dentro da cota. Rendimento de ETF tem 15% de imposto retido na fonte. Lista factual, não é recomendação.

O DIVO11 concentra 84,6% do patrimônio dos ETFs de dividendos e tem 61.558 cotistas. Entre os que distribuem, o maior DY 12M é o do NDIV11, 8,1% sobre a cotação de fechamento, com a cota 4,2% abaixo de 12 meses antes. Entre os 4 com 12 meses de cotação, a cota mediana subiu 2,3% em 12 meses. BBSD11 é tão pouco negociado que o fechamento de referência saiu de um pregão com menos de R$ 20 mil em negócios, um preço solto que não representa o fundo, por isso aparece com n/d. Para comparar quem distribui com quem reinveste, some o DY à variação da cota de quem distribui: é essa soma que se compara com a variação da cota de quem reinveste.

Distribuir ou reinvestir: qual é melhor?

Para quem está acumulando patrimônio, reinvestir costuma ser mais eficiente: o provento volta para a carteira sem passar pela conta, sem imposto no caminho e sem o trabalho de reaplicar. Para quem vive da renda, a versão que distribui entrega o dinheiro todo mês ou a cada trimestre, com 15% de imposto retido na fonte, e o que sobra na cota tende a andar mais devagar, justamente porque o fundo pagou parte do resultado.

Algumas gestoras oferecem as duas versões da mesma carteira, uma que paga e outra que reinveste: na Itaú, o DIVD11 distribui e o DIVO11 reinveste; na Nu Asset, o NDIV11 distribui e o NSDV11 reinveste. A carteira é igual; a diferença é só o destino do provento, e a versão que distribui tende a ter a cota andando mais devagar, porque o dinheiro pago sai do fundo.

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ETF de dividendos ou fundos imobiliários?

A comparação mais comum é com os FIIs, e ela tem um ponto decisivo: o rendimento do fundo imobiliário é isento de imposto de renda para pessoa física, e o rendimento do ETF tem 15% retidos na fonte. Para o mesmo DY bruto, o FII entrega mais na conta. Em troca, o ETF de dividendos dá exposição a empresas (bancos, elétricas, seguradoras), que crescem e sobem de preço de um jeito que o imóvel alugado não faz. Os FIIs que pagam todo mês, com o DY de cada um, estão no ranking de fundos imobiliários que pagam dividendos mensais; os ETFs que pagam, de todos os tipos, no ranking de ETFs que pagam dividendos mensais na B3.

Existe ETF de fundos imobiliários?

A B3 tem 2 ETFs de fundos imobiliários no fechamento de outubro de 2026: XFIX11 (XP; fundos imobiliários mais líquidos na B3; taxa de 0,29% ao ano) e HERT11 (Hedge Investments; focos nos FIIs de “tijolo” com maior valor de mercado e liquidez do Brasil; taxa de 0,50% ao ano). O maior é o XFIX11, com R$ 50,5 milhões e 17.262 cotistas. Nenhum deles paga o rendimento na conta: os proventos dos FIIs da carteira são reinvestidos, e é aqui que mora a diferença para quem compra FII direto: o rendimento do FII é isento para pessoa física, o do ETF não.

#ETFGestoraO que acompanhaProventosTaxa de administraçãoPatrimônioCotistasCota em 12 mesesNa B3 desde
1XFIX11XPFundos imobiliários mais líquidos na B3.reinveste0,29% ao anoR$ 50,5 milhões17.262n/d (pouco negociado)27/11/2020
2HERT11Hedge InvestmentsFocos nos FIIs de “tijolo” com maior valor de mercado e liquidez do Brasil.reinveste0,50% ao anoR$ 10,5 milhões318n/d (pouco negociado)22/09/2025

ETFs de fundos imobiliários na B3, ETFs da B3, patrimônio e cotistas do informe diário e cotação de fechamento de outubro de 2026. Variação da cota pelo preço de fechamento, sem somar rendimento. n/d em 12 meses = sem cotação 12 meses antes na base, o que não prova estreia recente; n/d (evento de cota) = desdobramento ou grupamento na janela; n/d (pouco negociado) = fechamento de referência de um pregão com menos de R$ 20 mil em negócios, preço não representativo. Os ETFs de FIIs reinvestem os rendimentos dos fundos da carteira; o rendimento de ETF, quando existe, tem 15% de imposto na fonte, diferente do FII comprado direto, isento para pessoa física. Lista factual, não é recomendação.

Na prática, quem quer renda de imóveis compra os FIIs direto e mantém a isenção; o ETF de FIIs serve para quem quer a cesta inteira numa cota só, aceitando o imposto. O índice que esses ETFs seguem está explicado no verbete sobre o IFIX.

Imposto no ETF de dividendos

Dois impostos, nos dois momentos. No rendimento distribuído, 15% retidos na fonte, sem nada a recolher depois. No ganho da venda das cotas, 15% (20% em compra e venda no mesmo dia), apurados pelo investidor e pagos por DARF até o último dia útil do mês seguinte; não existe a isenção de R$ 20 mil das ações, e não existe come-cotas. Os ETFs de renda fixa seguem regra própria.

Como escolher um ETF de dividendos

Três perguntas resolvem a maior parte: você quer o dinheiro na conta ou prefere reinvestir? Qual é a taxa? E quanto o fundo negocia por dia? Como vários seguem o mesmo índice, a diferença de retorno entre eles vem quase só da taxa e do que fazem com o provento. Para ver todos os fundos de índice da bolsa por categoria, veja o guia sobre ETFs brasileiros na B3; os que seguem o índice inteiro estão no post sobre ETF de Ibovespa.

O cadastro inteiro, com taxa e tamanho de cada fundo, está na lista completa de ETFs da B3.

Perguntas frequentes

Quantos ETFs de dividendos existem na B3?

5, no fechamento de outubro de 2026: DIVO11, DIVD11, NDIV11, NSDV11 e BBSD11. 2 distribuem os proventos na conta e 3 reinvestem.

Quais ETFs de dividendos pagam na conta?

NDIV11 (DY 12M de 8,1%) e DIVD11 (DY 12M de 7,9%), no fechamento de outubro de 2026. Os outros reinvestem os dividendos das ações na própria cota.

Qual é o maior ETF de dividendos?

O DIVO11, com R$ 2,62 bilhões de patrimônio e 61.558 cotistas no fechamento de outubro de 2026, negociado desde 31/01/2012.

Existe ETF de FIIs?

Sim: XFIX11 (fundos imobiliários mais líquidos na B3) e HERT11 (focos nos FIIs de “tijolo” com maior valor de mercado e liquidez do Brasil). Eles reinvestem os rendimentos dos FIIs da carteira, e o ganho na venda da cota paga 15% de imposto. Comprar os FIIs direto mantém a isenção do rendimento para pessoa física.

O dividendo do ETF é isento como o do FII?

Não. O rendimento distribuído por ETF tem 15% de imposto retido na fonte. A isenção para pessoa física vale para o rendimento dos fundos imobiliários, não para ETFs.

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Marcelo Fayh

Marcelo Fayh é analista de investimentos certificado (CNPI) e consultor de investimentos credenciado na CVM, fundador da US Wealth Consultoria de Investimentos (também credenciada na CVM).

Atua no mercado financeiro desde 2005: foi sócio de um escritório de agentes autônomos por quase 9 anos, trabalhou com M&A por 4 anos e é analista e consultor de investimentos há mais de 7 anos, especializado em Fundos Imobiliários (FIIs) e ETFs. É autor do livro Método Fayh: Descubra Como Escolher os Melhores Fundos Imobiliários do Mercado e Viva de Renda.

No blog, traduz os documentos oficiais dos fundos — fatos relevantes, relatórios gerenciais e informes — em análises acessíveis.

O conteúdo é educativo e não constitui recomendação de investimento.

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