Fundos Imobiliários Mais Rentáveis: Ranking Atualizado e DY

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Lupa dourada sobre um gráfico financeiro iluminado ao lado de moedas, representando a análise dos fundos imobiliários mais rentáveis.

Atualizado em 14/10/2026

Os principais rankings de FIIs organizam os fundos imobiliários por quatro perguntas diferentes: quem é o maior (patrimônio), quem mais paga (dividend yield), quem é mais fácil de negociar (liquidez) e quem está mais barato ou mais caro em relação ao valor patrimonial (P/VP). Nesta página você encontra cada um desses rankings, com os dados atualizados dos fundos que compõem o IFIX (o índice dos fundos imobiliários mais relevantes da bolsa), além de uma explicação de como ler cada métrica sem cair em armadilhas. Um aviso importante desde já: ranking é ponto de partida para estudar um fundo, nunca recomendação de compra.

Principais pontos

  • Os rankings reúnem informações dos fundos do IFIX, consolidadas a partir de proventos, relatórios mensais e cotações da bolsa.
  • A rentabilidade de um Fundo Imobiliário vai muito além do dividendo: o retorno total engloba os proventos isentos e a variação (ganho ou perda) do preço da cota.
  • O maior dividend yield (ou FIIs DY) raramente reflete o melhor fundo do mercado; pagamentos acima da média usualmente apontam eventos que não se repetirão.
  • Fatores práticos também compõem a métrica: contratos longos protegem a renda, e o ganho de capital na cotação tem custo de 20% de Imposto de Renda.
  • Sempre combine vários indicadores ao avaliar, como liquidez, desconto no P/VP, histórico e vacância física.

Como funciona a rentabilidade de um Fundo Imobiliário?

Quando procuramos os fundos imobiliários mais rentáveis, é comum focar apenas nos dividendos mensais. No entanto, a rentabilidade total de um FII é formada por duas vias: os rendimentos distribuídos (o aluguel mensal) e o ganho ou perda de capital (a variação do preço da cota na bolsa de valores).

Um fundo pode pagar altos dividendos, mas sofrer desvalorização na cota, o que afeta o retorno final na carteira. Para ilustrar na prática, ao avaliar a rentabilidade total de 12 meses (que soma proventos e a variação da cota), o ativo com o maior indicador neste recorte do IFIX é o XPML11, do segmento de Shoppings, alcançando um retorno total de 8,29%. No período, ele entregou um dividend yield de mercado de 10,84% e encerrou cotado a R$ 106,50.

Como lemos estes rankings de FIIs (metodologia)

Todos os rankings desta página usam o mesmo universo: os fundos imobiliários que compõem o IFIX. O IFIX reúne os FIIs mais negociados e relevantes da B3, então é um recorte de qualidade, mas é importante deixar claro que não cobre os fundos minúsculos ou recém-listados que ficam fora do índice (e que costumam concentrar os valores mais extremos de yield e P/VP).

Os dados vêm de fontes oficiais: os informes mensais estruturados divulgados na B3 (patrimônio, cotistas, valor patrimonial por cota), os proventos comunicados pelos próprios fundos (rendimento por cota) e as cotações de fechamento. O dividend yield é sempre rotulado: DY Mercado (rendimento dividido pela cotação) ou DY Patrimonial (rendimento dividido pelo valor patrimonial). Cada tabela mostra a competência de referência e é regenerada quando chega dado novo, por isso a data de atualização no topo do artigo reflete a última vez que os números mudaram. Nada aqui é recomendação de investimento.

Os maiores FIIs do IFIX: ranking por patrimônio líquido

O patrimônio líquido mede o tamanho do fundo, ou seja, quanto vale a carteira de imóveis ou de títulos que ele administra, descontadas as dívidas. Fundos grandes tendem a ter mais liquidez, mais imóveis ou recebíveis diferentes (o que dilui risco) e maior poder de negociação. Tamanho, porém, não garante retorno: um fundo grande pode render menos que um pequeno bem gerido.

#FundoSegmentoPatrimônio líquido
1KNCR11RecebíveisR$ 10,99 bi
2BTLG11LogísticaR$ 7,57 bi
3HGLG11LogísticaR$ 7,57 bi
4KNIP11RecebíveisR$ 7,48 bi
5XPML11ShoppingsR$ 7,08 bi
6TRXF11Renda UrbanaR$ 6,03 bi
7XPLG11LogísticaR$ 5,38 bi
8MXRF11RecebíveisR$ 5,25 bi
9KNRI11HíbridoR$ 4,61 bi
10GGRC11LogísticaR$ 3,78 bi

Maiores FIIs do IFIX por patrimônio, FIIs do IFIX, competência setembro de 2026. Tamanho traz liquidez e resiliência, não retorno garantido. Lista factual, não é recomendação.

Os FIIs que mais pagam: os maiores dividend yields do IFIX

O dividend yield mostra quanto um fundo distribuiu nos últimos doze meses em relação ao preço da cota (DY Mercado). É a métrica mais procurada por quem investe em FIIs por renda, e também a mais perigosa quando lida de forma ingênua. Um yield muito acima da média costuma ser um sinal de alerta, não de oportunidade: na maioria das vezes vem de uma amortização (devolução de capital, que não é renda) ou de um evento pontual que não vai se repetir. Sempre confira se o pagamento é recorrente antes de se animar com um número alto.

#FundoSegmentoDY Mercado 12M
1CACR11Recebíveis65,71%
2HCTR11Recebíveis23,21%
3VGRI11Lajes Corporativas22,50%
4DEVA11Recebíveis22,50%
5MFII11Desenvolvimento21,91%
6TGAR11Desenvolvimento20,98%
7TRBL11Logística20,68%
8OUJP11Recebíveis20,49%
9LIFE11Recebíveis20,14%
10URPR11Recebíveis19,57%

Maiores DY Mercado 12M do IFIX, FIIs do IFIX, competência setembro de 2026. DY muito alto costuma ser distorção de evento não recorrente, não renda sustentável. Lista factual, não é recomendação.

Contexto do ranking de FIIs DY e cálculo da métrica

Ao interpretar a tabela, vale destacar que o jargão FIIs DY é popularmente utilizado para designar os fundos donos dos maiores Dividend Yields do mercado. Para compreender esse percentual, a fórmula matemática é rápida: divide-se os rendimentos distribuídos por cota durante os últimos 12 meses pelo preço da cota no momento da consulta.

Observando os líderes em distribuição, identifica-se uma predominância de fundos de recebíveis (papel) ou desenvolvimento, que costumam operar com taxas mais elásticas atreladas à inflação ou CDI. O CACR11 assumiu a dianteira do ranking entregando 65,71% em 12 meses, cotado a R$ 15,16 ao final do mês de competência. Em segundo lugar surge o HCTR11 com 23,21%, seguido pelo VGRI11 (Lajes Corporativas), que distribuiu 22,50%. Contudo, exige-se cautela: yields tão afastados da média do próprio IFIX, que ficou em 14,28% no mesmo ciclo, muitas vezes apontam eventos isolados e distorções não sustentáveis no longo prazo.

Os FIIs mais negociados: ranking de liquidez do IFIX

Liquidez é o volume financeiro negociado por dia, em média. Quanto maior, mais fácil comprar e vender cotas sem mexer no preço, o que importa especialmente para quem investe valores maiores. Liquidez alta é uma comodidade e um sinal de interesse do mercado, mas não diz nada sobre a qualidade dos ativos do fundo nem sobre o rendimento futuro.

#FundoSegmentoVolume médio diário (3M)
1TRXF11Renda UrbanaR$ 33,1 mi
2KNCR11RecebíveisR$ 23,8 mi
3HGLG11LogísticaR$ 20,1 mi
4XPML11ShoppingsR$ 19,8 mi
5BTLG11LogísticaR$ 19,1 mi
6MXRF11RecebíveisR$ 18,5 mi
7GGRC11LogísticaR$ 16,2 mi
8HSLG11LogísticaR$ 10,6 mi
9KNIP11RecebíveisR$ 9,5 mi
10HGRU11Renda UrbanaR$ 8,8 mi

Maiores FIIs do IFIX por liquidez, FIIs do IFIX, competência setembro de 2026. Liquidez facilita comprar e vender; não diz nada sobre a qualidade do fundo. Lista factual, não é recomendação.

FIIs mais baratos e mais caros: ranking de P/VP do IFIX

O P/VP compara a cotação com o valor patrimonial por cota. P/VP abaixo de 1 significa que o mercado paga menos do que o patrimônio contábil do fundo; acima de 1, paga um prêmio. É tentador achar que P/VP baixo é pechincha, mas com frequência o desconto é justo: reflete vacância alta, inadimplência nos recebíveis, gestão questionada ou ativos problemáticos. Da mesma forma, P/VP alto não garante qualidade, apenas mostra que o mercado está disposto a pagar mais. Use o P/VP como pergunta (“por que está descontado?”), não como resposta.

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#FundoSegmentoP/VP
1HCTR11Recebíveis0,13
2CACR11Recebíveis0,16
3DEVA11Recebíveis0,19
4URPR11Recebíveis0,23
5MFII11Desenvolvimento0,40
6GZIT11Shoppings0,44
7VINO11Lajes Corporativas0,48
8TGAR11Desenvolvimento0,50
9BRCR11Lajes Corporativas0,55
10BBIG11Shoppings0,59

Menores P/VP do IFIX, FIIs do IFIX, competência setembro de 2026. P/VP baixo não é "barato" automático; pode refletir risco ou ativos problemáticos. Lista factual, não é recomendação.


#FundoSegmentoP/VP
1KNSC11Recebíveis1,05
2KNCR11Recebíveis1,03
3KNUQ11Recebíveis1,02
4AFHI11Recebíveis1,02
5MXRF11Recebíveis1,02
6KNRI11Híbrido1,01
7KNIP11Recebíveis1,01
8MCCI11Recebíveis1,01
9VGIR11Recebíveis1,00
10MANA11Multiestratégia1,00

Maiores P/VP do IFIX, FIIs do IFIX, competência setembro de 2026. P/VP alto reflete o prêmio que o mercado paga, não garantia de qualidade. Lista factual, não é recomendação.

Os FIIs que mais crescem: ranking de cotistas do IFIX

O número de cotistas mostra quantos investidores um fundo tem, e o crescimento dessa base em doze meses indica para onde a atenção do mercado está indo. É um termômetro de popularidade e de captação, útil para entender tendências, mas popularidade não é qualidade: um fundo pode crescer rápido por uma boa campanha de oferta e ainda assim ter desempenho medíocre.

#FundoSegmentoCrescimento de cotistas (12M)
1IRIM11Recebíveis+6361,72%
2RBRX11Multiestratégia+1093,97%
3SNEL11Energia/Infra+207,87%
4GGRC11Logística+116,23%
5TRXF11Renda Urbana+80,95%
6CPSH11Shoppings+74,80%
7TEPP11Lajes Corporativas+53,37%
8KNUQ11Recebíveis+53,20%
9HGBS11Shoppings+51,24%
10KNHF11Multiestratégia+48,22%

Maiores crescimentos de cotistas (12M) no IFIX, FIIs do IFIX, competência agosto de 2026. Popularidade não é qualidade; é um dado de adesão. Lista factual, não é recomendação.

Além dos números: vacância, contratos e Imposto de Renda

Para descobrir os fundos imobiliários mais rentáveis na prática, o investidor precisa considerar o impacto dos impostos no bolso. Os rendimentos mensais são isentos de Imposto de Renda em FIIs para pessoas físicas, o que potencializa a renda corrente. Em contrapartida, o ganho de capital (lucro obtido na venda da cota por um preço superior ao de compra) sofre tributação de 20%. Ou seja, o crescimento pelo preço da cota carrega um custo tributário direto.

Saindo da tributação, fatores operacionais internos ditam a sustentabilidade dessa rentabilidade. Antes de focar apenas no topo das listas, é prudente avaliar a Taxa de Vacância (espaços físicos vazios não geram aluguel e ainda consomem recursos com despesas de condomínio) e o perfil dos contratos. Fundos com contratos longos e inquilinos que cumprem os pagamentos no prazo conferem previsibilidade à distribuição futura de dividendos.

Como usar um ranking de FIIs sem errar

Rankings são ótimos para descobrir fundos e comparar, mas levam ao erro quando viram atalho para decisão. Quatro lembretes para usá-los bem:

  • Maior não é melhor. O primeiro da lista é apenas o primeiro naquela métrica. Um fundo no topo do patrimônio pode estar no fim em rentabilidade.
  • Dividend yield alto pode ser armadilha. Antes de mirar o maior pagador, confira se a distribuição é recorrente e qual a parcela que é amortização. Renda sustentável raramente aparece com yields fora da curva.
  • P/VP baixo não é pechincha automática. Pergunte por que o fundo está descontado. Desconto sem motivo é raro; quase sempre o mercado está precificando um risco real.
  • Use vários rankings juntos. Um fundo interessante costuma aparecer de forma equilibrada em tamanho, liquidez, yield e P/VP, não no extremo de um só. E o ranking é o começo da análise, não o fim: leia os relatórios, entenda os imóveis ou os recebíveis e o histórico de gestão.

Se você está começando, vale primeiro entender o que são fundos imobiliários, os tipos de FII e como investir antes de comparar rankings.

FII rende mais que CDI e poupança?

Depende da janela de comparação. Em períodos de Selic alta, a renda fixa tende a se destacar; em ciclos de corte de juros, os FIIs costumam reagir. E a comparação justa nunca olha só o rendimento mensal (isento de IR para pessoa física): o retorno total do investidor em FIIs inclui também a variação da cota.

Montamos um comparativo com dados oficiais do Banco Central e a cesta de fundos do IFIX acompanhada pelo Oráculo, em janelas de 12 e 24 meses, incluindo a poupança e a inflação: veja FII ou renda fixa: qual vale a pena?

Perguntas frequentes sobre rankings de FIIs

Qual o maior FII do IFIX?

O maior fundo imobiliário do IFIX por patrimônio é o KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários FII), com R$ 10,99 bi de patrimônio líquido (competência setembro de 2026). Tamanho mede a robustez e a liquidez do fundo, não o seu retorno.

Qual FII paga mais dividendos?

Nos últimos doze meses, o maior DY Mercado entre os FIIs do IFIX foi o CACR11, com 65,71% (competência setembro de 2026). Atenção: um fundo chega ao topo do dividend yield por dois motivos opostos. Pode ser uma distribuição não recorrente (que infla o numerador da conta) ou uma queda forte na cotação (que reduz o denominador, já que o DY Mercado é o rendimento dividido pelo preço da cota). Nos dois casos, um yield muito acima da média é mais sinal de alerta do que de oportunidade.

O que é um dividend yield bom para um FII?

Um dividend yield bom para um FII é aquele que fica de forma consistente na média do IFIX ou pouco acima dela. Consistência vale mais do que tamanho neste indicador: um pagamento estável ao longo dos meses diz muito mais sobre a saúde do fundo do que um número alto e isolado, que costuma vir de eventos pontuais. Desconfie de yields muito acima da média e priorize a regularidade.

FII com P/VP baixo vale a pena?

Depende do motivo do desconto. P/VP abaixo de 1 pode ser uma oportunidade quando o mercado exagera no pessimismo, mas também pode ser um desconto justo por vacância, inadimplência ou gestão fraca. P/VP baixo é um convite para investigar, não uma garantia de barganha.

Quantos FIIs compõem o IFIX?

Atualmente o IFIX reúne 99 fundos imobiliários, os mais líquidos e relevantes da bolsa. A composição é revista nos rebalanceamentos quadrimestrais da B3, então fundos entram e saem ao longo do tempo, e os rankings desta página acompanham a lista atual.


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Marcelo Fayh

Marcelo Fayh é analista de investimentos certificado (CNPI) e consultor de investimentos credenciado na CVM, fundador da US Wealth Consultoria de Investimentos (também credenciada na CVM).

Atua no mercado financeiro desde 2005: foi sócio de um escritório de agentes autônomos por quase 9 anos, trabalhou com M&A por 4 anos e é analista e consultor de investimentos há mais de 7 anos, especializado em Fundos Imobiliários (FIIs) e ETFs. É autor do livro Método Fayh: Descubra Como Escolher os Melhores Fundos Imobiliários do Mercado e Viva de Renda.

No blog, traduz os documentos oficiais dos fundos — fatos relevantes, relatórios gerenciais e informes — em análises acessíveis.

O conteúdo é educativo e não constitui recomendação de investimento.

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