Atualizado em 25/10/2026
Os fundos imobiliários mais rentáveis de 2026, até 23 de outubro, foram CLIN11 (+20,7%), PORD11 (+18,8%) e BPML11 (+18,5%), medidos pelo retorno total: variação da cota mais proventos reinvestidos, o mesmo critério do IFIX. Em 12 meses, o líder é o RCRB11, com +31,7%. O universo são os 99 fundos do IFIX; 4 ficaram fora no ano e 5 em 12 meses por falta de confirmação em duas fontes (a lista está na metodologia). A mediana do índice foi +7,7% no ano e +14,4% em 12 meses, contra CDI de +10,5% (janeiro a setembro) e +14,5%. Ranking é ponto de partida para estudar um fundo, nunca recomendação de compra.
Principais pontos
- Retorno total = cota + proventos reinvestidos. Olhar só o DY ou só a cota engana nos dois sentidos.
- No ano, 72 dos 95 fundos válidos estão positivos e 33 superam o CDI de janeiro a setembro.
- Em 12 meses, lajes corporativas lideram por segmento (mediana +24,6%); logística ficou atrás (+9,1%).
- Os 5 maiores DY Mercado 12M do IFIX estão entre os piores retornos: 4 deles perderam dinheiro em 12 meses.
- Os rankings de patrimônio, DY, liquidez, P/VP e cotistas continuam logo abaixo, atualizados automaticamente a cada informe novo.
Os 10 FIIs mais rentáveis de 2026 (30/12/2025 a 23/10/2026)
| # | Fundo | Segmento | Cota (23/10) | Só a cota | Retorno total | DY Mercado 12M |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | CLIN11 | Recebíveis | R$ 95,00 | +8,0% | +20,7% | 12,6% |
| 2 | PORD11 | Recebíveis | R$ 8,60 | +5,5% | +18,8% | 13,8% |
| 3 | BPML11 | Shoppings | R$ 91,00 | +6,9% | +18,5% | 12,1% |
| 4 | RCRB11 | Lajes Corporativas | R$ 151,97 | +7,9% | +17,0% | 8,7% |
| 5 | ICRI11 | Recebíveis | R$ 95,00 | +4,5% | +16,7% | 12,8% |
| 6 | MCCI11 | Recebíveis | R$ 95,80 | +4,7% | +16,4% | 12,5% |
| 7 | JSRE11 | Lajes Corporativas | R$ 71,41 | +7,4% | +16,0% | 8,2% |
| 8 | KNSC11 | Recebíveis | R$ 9,18 | +4,2% | +15,8% | 12,3% |
| 9 | PMLL11 | Shoppings | R$ 110,00 | +4,5% | +14,8% | 10,5% |
| 10 | JSAF11 | Recebíveis | R$ 7,97 | +2,6% | +14,1% | 12,1% |
Os dez primeiros têm cota positiva no ano, mas em nenhum deles a cota explica mais da metade do retorno: a parte maior veio dos proventos. 6 dos dez são fundos de recebíveis, o que combina com um CDI acima de 14% ao ano na maior parte do período.
Os FIIs mais rentáveis em 12 meses (23/10/2025 a 23/10/2026)
| # | Fundo | Segmento | Cota (23/10) | Só a cota | Retorno total | DY Mercado 12M |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | RCRB11 | Lajes Corporativas | R$ 151,97 | +19,7% | +31,7% | 8,7% |
| 2 | BPML11 | Shoppings | R$ 91,00 | +16,0% | +31,5% | 12,1% |
| 3 | VILG11 | Logística | R$ 103,02 | +16,2% | +28,3% | 9,3% |
| 4 | BRCR11 | Lajes Corporativas | R$ 46,09 | +13,7% | +27,1% | 10,7% |
| 5 | JSRE11 | Lajes Corporativas | R$ 71,41 | +15,6% | +26,7% | 8,2% |
| 6 | JSAF11 | Recebíveis | R$ 7,97 | +9,9% | +25,1% | 12,1% |
| 7 | KORE11 | Lajes Corporativas | R$ 74,80 | +9,2% | +24,6% | 12,2% |
| 8 | HGRE11 | Lajes Corporativas | R$ 130,60 | +13,4% | +24,6% | 8,8% |
| 9 | MCCI11 | Recebíveis | R$ 95,80 | +9,4% | +24,5% | 12,5% |
| 10 | BTHF11 | Multiestratégia | R$ 9,12 | +8,7% | +24,2% | 13,1% |
Em 12 meses a história é outra. 5 dos dez são lajes corporativas, segmento em que o retorno veio mais da alta da cota do que do dividendo. É o retrato do fundo de tijolo em recuperação: o mercado paga pela reprecificação do imóvel, não pelo yield.
Retorno total por segmento do IFIX
| Segmento | Fundos | Ano (2026) | 12 meses |
|---|---|---|---|
| Lajes Corporativas | 11 | +9,9% | +24,6% |
| Fundo de Fundos | 5 | +7,3% | +21,1% |
| Multiestratégia | 10 | +11,1% | +17,5% |
| Shoppings | 8 | +10,8% | +16,8% |
| Recebíveis | 37 | +9,6% | +14,4% |
| Híbrido | 6 | +6,7% | +14,1% |
| Logística | 10 | +4,1% | +9,1% |
| Renda Urbana | 3 | -4,0% | +7,2% |
| Desenvolvimento | 2 | -36,8% | -30,2% |
| Cesta do IFIX (proxy ponderado) | 95 | +6,7% | +12,4% |
| CDI | +10,5% (jan a set) | +14,5% (até set) | |
| IPCA | +4,0% (jan a set) | +4,6% (até set) | |
| Ibovespa | +15,7% (jan a set) | +27,4% (até set) |
Mediana dos fundos de cada segmento (com 2 fundos, é a média dos dois). Segmentos com um único fundo no índice ficam fora da tabela: Energia/Infra (SNEL11, +4,9% no ano); Hotéis (HTMX11, +3,7% no ano); Agronegócio (RZTR11, -9,4% no ano).
DY alto não é retorno: os 5 maiores DY Mercado 12M do IFIX
| Fundo | Segmento | DY Mercado 12M | Só a cota (12m) | Retorno total (12m) | Posição no ranking (de 94) |
|---|---|---|---|---|---|
| CACR11 | Recebíveis | 61,8% | -80,5% | -76,8% | 94º |
| MFII11 | Desenvolvimento | 26,3% | -50,6% | -41,8% | 93º |
| HCTR11 | Recebíveis | 23,8% | -38,5% | -26,3% | 90º |
| DEVA11 | Recebíveis | 21,5% | -28,0% | -13,5% | 88º |
| OUJP11 | Recebíveis | 19,9% | -4,6% | +14,4% | 47º |
DY Mercado é rendimento dividido pelo preço. Quando a cota cai 30%, 40% ou 80%, o DY sobe sozinho, sem o fundo pagar um centavo a mais. Dos 5 maiores DY do IFIX, 4 perderam dinheiro em 12 meses e só um ficou na metade de cima do ranking de retorno.
Como calculamos o retorno total (metodologia e exclusões)
Retorno total = variação do preço de fechamento (B3, via Yahoo Finance) com todos os proventos da classe principal de cada fundo reinvestidos no primeiro pregão após a data-base, no fechamento desse dia. Proventos conforme os avisos estruturados do Fundos.NET (categoria 14). Bruto, antes de impostos e custos. Universo: os 99 fundos da carteira teórica do IFIX de setembro de 2026. Cada número é conferido contra duas fontes independentes (o motor certificado do Oráculo, que lê os avisos de provento um a um, e a série ajustada do provedor de cotações); quando elas divergem, o fundo fica fora até a conferência. No ano: GTWR11 (mês sem provento na base e divergência de 1,1 p.p. com a série ajustada), HSAF11 (mês sem provento na base e divergência de 1,3 p.p. com a série ajustada), PSEC11 (desdobramento sem base confirmada e divergência de 3,2 p.p. com a série ajustada), XPML11 (série de preços em quarentena). Em 12 meses: GTWR11 (mês sem provento na base e divergência de 1,3 p.p. com a série ajustada), HSAF11 (mês sem provento na base e divergência de 1,4 p.p. com a série ajustada), PSEC11 (desdobramento sem base confirmada e divergência de 5,5 p.p. com a série ajustada), TEPP11 (desdobramento 1:10 em nov/2025 dentro da janela (divergência de 9,5 p.p.)), XPML11 (série de preços em quarentena). Cesta do IFIX = média dos retornos ponderada pelos pesos teóricos do índice (aproximação, não o IFIX oficial). CDI, IPCA e Ibovespa do Banco Central e da B3 até setembro, último mês fechado. Data de corte: 23/10/2026; as tabelas desta seção são refeitas todo mês.
Como funciona a rentabilidade de um Fundo Imobiliário?
Quando procuramos os fundos imobiliários mais rentáveis, é comum focar apenas nos dividendos mensais. No entanto, a rentabilidade total de um FII é formada por duas vias: os rendimentos distribuídos (o aluguel mensal) e o ganho ou perda de capital (a variação do preço da cota na bolsa de valores).
Um fundo pode pagar altos dividendos, mas sofrer desvalorização na cota, o que afeta o retorno final na carteira. É por isso que as tabelas no início desta página medem o retorno total, e não o dividendo isolado.
Como lemos estes rankings de FIIs (metodologia)
Todos os rankings desta página usam o mesmo universo: os fundos imobiliários que compõem o IFIX. O IFIX reúne os FIIs mais negociados e relevantes da B3, então é um recorte de qualidade, mas é importante deixar claro que não cobre os fundos minúsculos ou recém-listados que ficam fora do índice (e que costumam concentrar os valores mais extremos de yield e P/VP).
Os dados vêm de fontes oficiais: os informes mensais estruturados divulgados na B3 (patrimônio, cotistas, valor patrimonial por cota), os proventos comunicados pelos próprios fundos (rendimento por cota) e as cotações de fechamento. O dividend yield é sempre rotulado: DY Mercado (rendimento dividido pela cotação) ou DY Patrimonial (rendimento dividido pelo valor patrimonial). Cada tabela mostra a competência de referência e é regenerada quando chega dado novo, por isso a data de atualização no topo do artigo reflete a última vez que os números mudaram. Nada aqui é recomendação de investimento.
Outros rankings do IFIX (atualizados automaticamente)
As tabelas a seguir são regeneradas pelo sistema a cada informe mensal novo: maiores por patrimônio, maiores DY Mercado 12M, mais negociados, P/VP e crescimento de cotistas.
Os maiores FIIs do IFIX: ranking por patrimônio líquido
O patrimônio líquido mede o tamanho do fundo, ou seja, quanto vale a carteira de imóveis ou de títulos que ele administra, descontadas as dívidas. Fundos grandes tendem a ter mais liquidez, mais imóveis ou recebíveis diferentes (o que dilui risco) e maior poder de negociação. Tamanho, porém, não garante retorno: um fundo grande pode render menos que um pequeno bem gerido.
| # | Fundo | Segmento | Patrimônio líquido |
|---|---|---|---|
| 1 | KNCR11 | Recebíveis | R$ 10,98 bi |
| 2 | KNIP11 | Recebíveis | R$ 7,62 bi |
| 3 | HGLG11 | Logística | R$ 7,55 bi |
| 4 | BTLG11 | Logística | R$ 7,54 bi |
| 5 | XPML11 | Shoppings | R$ 6,90 bi |
| 6 | TRXF11 | Renda Urbana | R$ 6,04 bi |
| 7 | XPLG11 | Logística | R$ 5,37 bi |
| 8 | MXRF11 | Recebíveis | R$ 5,30 bi |
| 9 | KNRI11 | Híbrido | R$ 4,62 bi |
| 10 | GGRC11 | Logística | R$ 3,78 bi |
Maiores FIIs do IFIX por patrimônio, FIIs do IFIX, competência setembro de 2026. Tamanho traz liquidez e resiliência, não retorno garantido. Lista factual, não é recomendação.
Os FIIs que mais pagam: os maiores dividend yields do IFIX
O dividend yield mostra quanto um fundo distribuiu nos últimos doze meses em relação ao preço da cota (DY Mercado). É a métrica mais procurada por quem investe em FIIs por renda, e também a mais perigosa quando lida de forma ingênua. Um yield muito acima da média costuma ser um sinal de alerta, não de oportunidade: na maioria das vezes vem de uma amortização (devolução de capital, que não é renda) ou de um evento pontual que não vai se repetir. Sempre confira se o pagamento é recorrente antes de se animar com um número alto.
| # | Fundo | Segmento | DY Mercado 12M |
|---|---|---|---|
| 1 | CACR11 | Recebíveis | 65,71% |
| 2 | MFII11 | Desenvolvimento | 28,57% |
| 3 | HCTR11 | Recebíveis | 24,77% |
| 4 | DEVA11 | Recebíveis | 22,67% |
| 5 | TGAR11 | Desenvolvimento | 21,58% |
| 6 | VGRI11 | Lajes Corporativas | 20,93% |
| 7 | TRBL11 | Logística | 20,68% |
| 8 | OUJP11 | Recebíveis | 20,49% |
| 9 | LIFE11 | Recebíveis | 20,24% |
| 10 | URPR11 | Recebíveis | 19,65% |
Maiores DY Mercado 12M do IFIX, FIIs do IFIX, competência setembro de 2026. DY muito alto costuma ser distorção de evento não recorrente, não renda sustentável. Lista factual, não é recomendação.
Contexto do ranking de FIIs DY e cálculo da métrica
Ao interpretar a tabela, vale destacar que o jargão FIIs DY é popularmente utilizado para designar os fundos donos dos maiores Dividend Yields do mercado. Para compreender esse percentual, a fórmula matemática é rápida: divide-se os rendimentos distribuídos por cota durante os últimos 12 meses pelo preço da cota no momento da consulta.
Observando os líderes em distribuição, identifica-se uma predominância de fundos de recebíveis (papel) ou desenvolvimento, que costumam operar com taxas mais elásticas atreladas à inflação ou CDI. O CACR11 assumiu a dianteira do ranking entregando 65,71% em 12 meses, cotado a R$ 15,16 ao final do mês de competência. Em segundo lugar surge o HCTR11 com 23,21%, seguido pelo VGRI11 (Lajes Corporativas), que distribuiu 22,50%. Contudo, exige-se cautela: yields tão afastados da média do próprio IFIX, que ficou em 14,28% no mesmo ciclo, muitas vezes apontam eventos isolados e distorções não sustentáveis no longo prazo.
Os FIIs mais negociados: ranking de liquidez do IFIX
Liquidez é o volume financeiro negociado por dia, em média. Quanto maior, mais fácil comprar e vender cotas sem mexer no preço, o que importa especialmente para quem investe valores maiores. Liquidez alta é uma comodidade e um sinal de interesse do mercado, mas não diz nada sobre a qualidade dos ativos do fundo nem sobre o rendimento futuro.
| # | Fundo | Segmento | Volume médio diário (3M) |
|---|---|---|---|
| 1 | TRXF11 | Renda Urbana | R$ 36,6 mi |
| 2 | KNCR11 | Recebíveis | R$ 24,4 mi |
| 3 | XPML11 | Shoppings | R$ 20,7 mi |
| 4 | BTLG11 | Logística | R$ 20,3 mi |
| 5 | HGLG11 | Logística | R$ 20,2 mi |
| 6 | MXRF11 | Recebíveis | R$ 19,5 mi |
| 7 | GGRC11 | Logística | R$ 16,2 mi |
| 8 | HSLG11 | Logística | R$ 10,8 mi |
| 9 | KNIP11 | Recebíveis | R$ 10,0 mi |
| 10 | HGRU11 | Renda Urbana | R$ 9,0 mi |
Maiores FIIs do IFIX por liquidez, FIIs do IFIX, competência setembro de 2026. Liquidez facilita comprar e vender; não diz nada sobre a qualidade do fundo. Lista factual, não é recomendação.
FIIs mais baratos e mais caros: ranking de P/VP do IFIX
O P/VP compara a cotação com o valor patrimonial por cota. P/VP abaixo de 1 significa que o mercado paga menos do que o patrimônio contábil do fundo; acima de 1, paga um prêmio. É tentador achar que P/VP baixo é pechincha, mas com frequência o desconto é justo: reflete vacância alta, inadimplência nos recebíveis, gestão questionada ou ativos problemáticos. Da mesma forma, P/VP alto não garante qualidade, apenas mostra que o mercado está disposto a pagar mais. Use o P/VP como pergunta (“por que está descontado?”), não como resposta.
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| # | Fundo | Segmento | P/VP |
|---|---|---|---|
| 1 | HCTR11 | Recebíveis | 0,13 |
| 2 | CACR11 | Recebíveis | 0,16 |
| 3 | DEVA11 | Recebíveis | 0,19 |
| 4 | URPR11 | Recebíveis | 0,24 |
| 5 | MFII11 | Desenvolvimento | 0,39 |
| 6 | RZTR11 | Agronegócio | 0,41 |
| 7 | GZIT11 | Shoppings | 0,46 |
| 8 | VINO11 | Lajes Corporativas | 0,48 |
| 9 | TGAR11 | Desenvolvimento | 0,48 |
| 10 | BRCR11 | Lajes Corporativas | 0,57 |
Menores P/VP do IFIX, FIIs do IFIX, competência setembro de 2026. P/VP baixo não é "barato" automático; pode refletir risco ou ativos problemáticos. Lista factual, não é recomendação.
| # | Fundo | Segmento | P/VP |
|---|---|---|---|
| 1 | KNSC11 | Recebíveis | 1,04 |
| 2 | KNCR11 | Recebíveis | 1,03 |
| 3 | KNUQ11 | Recebíveis | 1,01 |
| 4 | MXRF11 | Recebíveis | 1,01 |
| 5 | MCCI11 | Recebíveis | 1,01 |
| 6 | MANA11 | Multiestratégia | 1,01 |
| 7 | AFHI11 | Recebíveis | 1,01 |
| 8 | HGCR11 | Recebíveis | 1,00 |
| 9 | KNHY11 | Recebíveis | 1,00 |
| 10 | SNEL11 | Energia/Infra | 1,00 |
Maiores P/VP do IFIX, FIIs do IFIX, competência setembro de 2026. P/VP alto reflete o prêmio que o mercado paga, não garantia de qualidade. Lista factual, não é recomendação.
Os FIIs que mais crescem: ranking de cotistas do IFIX
O número de cotistas mostra quantos investidores um fundo tem, e o crescimento dessa base em doze meses indica para onde a atenção do mercado está indo. É um termômetro de popularidade e de captação, útil para entender tendências, mas popularidade não é qualidade: um fundo pode crescer rápido por uma boa campanha de oferta e ainda assim ter desempenho medíocre.
| # | Fundo | Segmento | Crescimento de cotistas (12M) |
|---|---|---|---|
| 1 | IRIM11 | Recebíveis | +7198,05% |
| 2 | RBRX11 | Multiestratégia | +1092,04% |
| 3 | SNEL11 | Energia/Infra | +199,76% |
| 4 | GGRC11 | Logística | +115,28% |
| 5 | TEPP11 | Lajes Corporativas | +84,32% |
| 6 | TRXF11 | Renda Urbana | +74,94% |
| 7 | CPSH11 | Shoppings | +57,33% |
| 8 | HGBS11 | Shoppings | +50,29% |
| 9 | KNHF11 | Multiestratégia | +42,23% |
| 10 | PSEC11 | Multiestratégia | +42,11% |
Maiores crescimentos de cotistas (12M) no IFIX, FIIs do IFIX, competência setembro de 2026. Popularidade não é qualidade; é um dado de adesão. Lista factual, não é recomendação.
Além dos números: vacância, contratos e Imposto de Renda
Para descobrir os fundos imobiliários mais rentáveis na prática, o investidor precisa considerar o impacto dos impostos no bolso. Os rendimentos mensais são isentos de Imposto de Renda em FIIs para pessoas físicas, o que potencializa a renda corrente. Em contrapartida, o ganho de capital (lucro obtido na venda da cota por um preço superior ao de compra) sofre tributação de 20%. Ou seja, o crescimento pelo preço da cota carrega um custo tributário direto.
Saindo da tributação, fatores operacionais internos ditam a sustentabilidade dessa rentabilidade. Antes de focar apenas no topo das listas, é prudente avaliar a Taxa de Vacância (espaços físicos vazios não geram aluguel e ainda consomem recursos com despesas de condomínio) e o perfil dos contratos. Fundos com contratos longos e inquilinos que cumprem os pagamentos no prazo conferem previsibilidade à distribuição futura de dividendos.
Como usar um ranking de FIIs sem errar
Rankings são ótimos para descobrir fundos e comparar, mas levam ao erro quando viram atalho para decisão. Quatro lembretes para usá-los bem:
- Maior não é melhor. O primeiro da lista é apenas o primeiro naquela métrica. Um fundo no topo do patrimônio pode estar no fim em rentabilidade.
- Dividend yield alto pode ser armadilha. Antes de mirar o maior pagador, confira se a distribuição é recorrente e qual a parcela que é amortização. Renda sustentável raramente aparece com yields fora da curva.
- P/VP baixo não é pechincha automática. Pergunte por que o fundo está descontado. Desconto sem motivo é raro; quase sempre o mercado está precificando um risco real.
- Use vários rankings juntos. Um fundo interessante costuma aparecer de forma equilibrada em tamanho, liquidez, yield e P/VP, não no extremo de um só. E o ranking é o começo da análise, não o fim: leia os relatórios, entenda os imóveis ou os recebíveis e o histórico de gestão.
Se você está começando, vale primeiro entender o que são fundos imobiliários, os tipos de FII e como investir antes de comparar rankings.
FII rende mais que CDI e poupança?
Depende da janela de comparação. Em períodos de Selic alta, a renda fixa tende a se destacar; em ciclos de corte de juros, os FIIs costumam reagir. E a comparação justa nunca olha só o rendimento mensal (isento de IR para pessoa física): o retorno total do investidor em FIIs inclui também a variação da cota.
Montamos um comparativo com dados oficiais do Banco Central e a cesta de fundos do IFIX acompanhada pelo Oráculo, em janelas de 12 e 24 meses, incluindo a poupança e a inflação: veja FII ou renda fixa: qual vale a pena?
Perguntas frequentes sobre rankings de FIIs
Qual foi o FII mais rentável de 2026?
Até 23 de outubro de 2026, o fundo do IFIX com maior retorno total no ano foi o CLIN11 (Recebíveis), com +20,7%, somando variação da cota e proventos reinvestidos. Em 12 meses, o líder foi o RCRB11 (Lajes Corporativas), com +31,7%. Os dois rankings completos estão no início desta página e são atualizados todo mês.
Qual o maior FII do IFIX?
O maior fundo imobiliário do IFIX por patrimônio é o KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários FII), com R$ 10,98 bi de patrimônio líquido (competência setembro de 2026). Tamanho mede a robustez e a liquidez do fundo, não o seu retorno.
Qual FII paga mais dividendos?
Nos últimos doze meses, o maior DY Mercado entre os FIIs do IFIX foi o CACR11, com 65,71% (competência setembro de 2026). Atenção: um fundo chega ao topo do dividend yield por dois motivos opostos. Pode ser uma distribuição não recorrente (que infla o numerador da conta) ou uma queda forte na cotação (que reduz o denominador, já que o DY Mercado é o rendimento dividido pelo preço da cota). Nos dois casos, um yield muito acima da média é mais sinal de alerta do que de oportunidade.
O que é um dividend yield bom para um FII?
Um dividend yield bom para um FII é aquele que fica de forma consistente na média do IFIX ou pouco acima dela. Consistência vale mais do que tamanho neste indicador: um pagamento estável ao longo dos meses diz muito mais sobre a saúde do fundo do que um número alto e isolado, que costuma vir de eventos pontuais. Desconfie de yields muito acima da média e priorize a regularidade.
FII com P/VP baixo vale a pena?
Depende do motivo do desconto. P/VP abaixo de 1 pode ser uma oportunidade quando o mercado exagera no pessimismo, mas também pode ser um desconto justo por vacância, inadimplência ou gestão fraca. P/VP baixo é um convite para investigar, não uma garantia de barganha.
Quantos FIIs compõem o IFIX?
Atualmente o IFIX reúne 97 fundos imobiliários, os mais líquidos e relevantes da bolsa. A composição é revista nos rebalanceamentos quadrimestrais da B3, então fundos entram e saem ao longo do tempo, e os rankings desta página acompanham a lista atual.
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