TVRI11 anuncia renovação antecipada de 6 contratos com Banco do Brasil até 2036

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Fachada de imóvel comercial representando as agências renovadas pelo fundo TVRI11

O fundo imobiliário Tivio Renda Imobiliária (TVRI11) comunicou ao mercado, em Fato Relevante publicado nesta terça-feira (1 de setembro de 2026), a conclusão da renovação antecipada de seis contratos de locação com o Banco do Brasil S.A. As assinaturas, que foram formalizadas em 31 de agosto, estendem a permanência do inquilino nos imóveis por mais 120 meses, com o novo prazo entrando em vigor a partir de 1º de setembro de 2026.

De acordo com o documento oficial do fundo gerido pela Tivio Capital, o pacote de acordos renovados representa aproximadamente 7,9% da receita imobiliária atual do portfólio, mantendo as condições financeiras vigentes sem revisões para baixo.

  • Locatário: Banco do Brasil S.A.
  • Novo prazo: 120 meses (10 anos)
  • Impacto na receita: 7,9% da receita imobiliária do portfólio
  • Valores: Manutenção integral dos aluguéis atuais
  • Data de início: 01/09/2026

Quais foram os imóveis renovados pelo TVRI11

As negociações celebradas pela gestão abrangem unidades bancárias localizadas em quatro estados diferentes da federação, o que reforça a presença nacional do fundo. A lista de agências e escritórios envolvidos neste pacote de renovação inclui a unidade CSL Brasília (localizada em Goiânia, Goiás) e a agência PSO Piracicaba (em Piracicaba, São Paulo).

No estado do Rio de Janeiro, o fundo assegurou a permanência nas unidades Ag Leblon e Ag Jacarepaguá, ambas na capital fluminense. Completam a lista a Ag Uberlândia (situada em Uberlândia, Minas Gerais) e a Ag Casa Verde (na capital paulista).

A principal característica desta negociação foi a manutenção dos valores de locação atualmente praticados nestes espaços. Na prática, este movimento afasta de forma imediata o risco de vacância, que é o esvaziamento físico dos imóveis, garantindo que estes ativos específicos continuem gerando caixa de forma ininterrupta para o fundo durante a próxima década.

Contexto estratégico e números do fundo

O TVRI11 é um fundo de tijolo que vem passando por um profundo processo de transformação. Originalmente constituído em 2012 sob o formato de gestão passiva, o portfólio era historicamente concentrado em agências alugadas para o Banco do Brasil por meio de contratos atípicos. Desde o final de 2023, após aprovação em assembleia, o fundo migrou para a gestão ativa e iniciou um ciclo para diversificar seus inquilinos e reduzir a concentração de vencimentos em uma única data.

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Segundo o relatório gerencial com dados de julho de 2026, a gestão já concluiu a venda de nove imóveis maduros do portfólio, levantando recursos que estão sendo reinvestidos tanto na modernização de sistemas estruturais dos imóveis remanescentes quanto na compra de novos ativos, como instalações de saúde e varejo.

Ainda com dados referentes ao fechamento de julho de 2026, o TVRI11 registrava um patrimônio líquido de R$ 1,60 bilhão, o que representa um Valor Patrimonial (VP) de R$ 100,43 por cota. Considerando a cotação de mercado no dia 1º de setembro de 2026, o indicador P/VP estava em 0,86, sinalizando que as cotas eram negociadas com desconto em relação ao patrimônio contábil. No período acumulado de 12 meses até julho, o FII apresentou um DY Patrimonial de 12,55% e um DY Mercado de 13,82%, tendo distribuído R$ 1,05 por cota como rendimento naquele mês para sua base de 58.307 cotistas.

O que isso significa para o cotista

Para o investidor do TVRI11, a renovação alonga substancialmente o horizonte de previsibilidade do fluxo de caixa. Em um cenário onde o varejo e o setor bancário passam por otimizações de espaços físicos, conseguir garantir um locatário de primeira linha (prime tier) por mais dez anos, sem sofrer redução no valor do aluguel, traz estabilidade para a distribuição de dividendos do fundo.

Como este grupo de contratos responde por quase 8% do faturamento imobiliário, a equipe de gestão ganha tranquilidade e prazo para focar nas outras frentes da tese de investimento. Com essa parcela da receita assegurada até 2036, o fundo pode dedicar mais energia na venda das propriedades que não fazem mais sentido estratégico e na prospecção de novos imóveis para compra, diluindo ainda mais o risco geral da carteira.

A administradora Bem DTVM e a gestora Tivio Capital informaram que seguem à disposição para esclarecimentos, e os próximos relatórios mensais deverão trazer o andamento consolidado das métricas de prazo médio de vencimento dos contratos do fundo.

Fonte: Fato Relevante divulgado em 01/09/2026 no Fundos.NET, sistema de divulgação de informações da B3/CVM. Ver documento oficial (PDF) →

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As informações financeiras contidas neste texto, como rentabilidade passada e indicadores de mercado, têm caráter estritamente informativo e não configuram recomendação de compra ou venda de cotas do TVRI11. Rentabilidade passada não é garantia de rendimentos futuros.

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Marcelo Fayh

Marcelo Fayh é analista de investimentos certificado (CNPI) e consultor de investimentos credenciado na CVM, fundador da US Wealth Consultoria de Investimentos (também credenciada na CVM).

Atua no mercado financeiro desde 2005: foi sócio de um escritório de agentes autônomos por quase 9 anos, trabalhou com M&A por 4 anos e é analista e consultor de investimentos há mais de 7 anos, especializado em Fundos Imobiliários (FIIs) e ETFs. É autor do livro Método Fayh: Descubra Como Escolher os Melhores Fundos Imobiliários do Mercado e Viva de Renda.

No blog, traduz os documentos oficiais dos fundos — fatos relevantes, relatórios gerenciais e informes — em análises acessíveis.

O conteúdo é educativo e não constitui recomendação de investimento.

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