TRXF11 vende imóvel em Goiânia por R$ 41 milhões e estima lucro de R$ 0,21 por cota

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Fachada de imóvel comercial representando o ativo vendido pelo fundo TRXF11.

O fundo imobiliário TRX Real Estate (TRXF11) anunciou a conclusão da venda do Imóvel Setor Bueno, localizado em Goiânia, Goiás, pelo valor total de R$ 41 milhões. A transação foi comunicada ao mercado por meio de um Fato Relevante publicado no dia 16 de setembro de 2026.

Notícia mais recente do TRXF11: TRXF11 compra 90% da sede da BRF em Curitiba por R$ 103,4 milhões (25 de setembro de 2026).

A operação gera um impacto financeiro expressivo para o fundo, com uma expectativa de lucro extraordinário estimado em aproximadamente R$ 0,21 por cota para os investidores do TRXF11. A venda faz parte da estratégia de reciclagem de portfólio da gestão, que busca destravar valor e reduzir o nível de endividamento da carteira.

  • Valor da venda: R$ 41.000.000,00
  • Lucro estimado (TRXF11): R$ 0,21/cota
  • Ágio sobre avaliação: 11,32% acima do último laudo
  • Cap Rate da transação: 6,52% ao ano

Detalhes da transação e estrutura de pagamento

O ativo foi vendido conjuntamente pelo TRXB11 (fundo de desenvolvimento focado no setor imobiliário) e pela empresa TR2 Empreendimentos Imobiliários. O TRXF11 é o controlador e maior investidor do TRXB11, sendo o principal beneficiário indireto da negociação. Para o TRXB11, o lucro estimado da operação é de cerca de R$ 14 milhões, o que equivale a R$ 3,44 por cota, representando uma Taxa Interna de Retorno (TIR) aproximada de 13,08% ao ano.

O preço de venda de R$ 41 milhões foi fechado com um prêmio de 11,32% em relação ao último laudo de avaliação do imóvel. A operação apresenta um cap rate (taxa de capitalização) de 6,52%, considerando o valor do aluguel mensal que vigorava na época da assinatura do acordo preliminar.

O recebimento dos recursos foi estruturado em quatro etapas principais. O comprador já realizou o pagamento de um sinal no valor de R$ 19.391.892,00. Uma segunda parcela de R$ 1.108.108,00 será paga em até cinco dias úteis após a formalização do aditamento do contrato de locação. O montante de R$ 8.200.000,00 será dividido em duas parcelas semestrais de R$ 4,1 milhões (corrigidas pelo IPCA), com vencimentos previstos para março e setembro de 2027. O saldo remanescente, de R$ 12.300.000,00, também corrigido pelo IPCA, será quitado até o dia 16 de março de 2028.

Redução de dívidas e próximos passos

Um dos pontos mais relevantes da operação é a destinação de parte dos recursos para o abatimento de dívidas do fundo. A venda representa uma diminuição da alavancagem financeira do TRXB11, pois permitirá o pré-pagamento de uma Cédula de Crédito Imobiliário atrelada a um CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários). Esse empréstimo havia financiado a compra original do imóvel, possuindo um saldo devedor aproximado de R$ 22 milhões.

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O documento também informou que as partes negociaram uma extensão no período de exclusividade para análise de um segundo ativo localizado em Goiânia, o Imóvel Setor Oeste. O memorando de entendimentos para essa possível transação continua válido, e o preço de venda seguirá sendo corrigido pelo IPCA até a liquidação, prevista para ocorrer ainda no ano de 2026.

Contexto atual do TRXF11

O TRXF11 é classificado como um fundo de tijolo atuante principalmente no segmento de renda urbana, focando em imóveis locados para grandes varejistas e atacadistas. Se você deseja aprofundar seu conhecimento sobre o setor, vale conferir nosso guia sobre FIIs de Renda Urbana.

De acordo com dados de mercado referentes ao fechamento de agosto de 2026, o TRXF11 contava com uma expressiva base de 351.702 cotistas e um Patrimônio Líquido (PL) de aproximadamente R$ 6,03 bilhões. No mesmo período de referência, o indicador P/VP (preço sobre valor patrimonial) estava em 0,77 (cotação de 18 de setembro de 2026 frente ao valor patrimonial de R$ 96,62 por cota), sugerindo que as cotas eram negociadas com desconto no mercado secundário. O rendimento distribuído em agosto foi de R$ 0,93 por cota, o que reflete um DY Patrimonial (rendimentos acumulados em 12 meses divididos pelo valor patrimonial) de 12,21%.

O que isso significa para o cotista

A concretização da venda ilustra a execução prática de uma gestão ativa. Em vez de apenas manter o imóvel cobrando aluguéis de forma passiva, o fundo identificou a oportunidade de vender o ativo com lucro (ágio sobre a avaliação) e utilizar o dinheiro para quitar dívidas. Essa manobra reduz os custos com juros (despesas financeiras) e alivia o balanço do fundo, o que pode trazer mais segurança para o pagamento de dividendos futuros. Os lucros extraordinários auferidos (aqueles centavos adicionais previstos) costumam ser distribuídos aos investidores ao longo dos semestres, conforme a legislação e o caixa disponível, mas dependem das aprovações e balanços finais da gestora.

A gestão informou que manterá o mercado atualizado sobre a evolução da negociação envolvendo o segundo imóvel em Goiânia, o que pode destravar novos resultados no curto prazo.

Fonte: Fato Relevante divulgado em 16/09/2026 no Fundos.NET, sistema de divulgação de informações da B3/CVM. Ver documento oficial (PDF) →

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Este artigo tem finalidade exclusivamente informativa e não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos. Valores passados não garantem resultados futuros, e o investimento em Fundos Imobiliários envolve riscos estruturais e de mercado. Consulte um profissional certificado antes de tomar decisões financeiras.

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Marcelo Fayh

Marcelo Fayh é analista de investimentos certificado (CNPI) e consultor de investimentos credenciado na CVM, fundador da US Wealth Consultoria de Investimentos (também credenciada na CVM).

Atua no mercado financeiro desde 2005: foi sócio de um escritório de agentes autônomos por quase 9 anos, trabalhou com M&A por 4 anos e é analista e consultor de investimentos há mais de 7 anos, especializado em Fundos Imobiliários (FIIs) e ETFs. É autor do livro Método Fayh: Descubra Como Escolher os Melhores Fundos Imobiliários do Mercado e Viva de Renda.

No blog, traduz os documentos oficiais dos fundos — fatos relevantes, relatórios gerenciais e informes — em análises acessíveis.

O conteúdo é educativo e não constitui recomendação de investimento.

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