O fundo imobiliário TRX Real Estate (TRXF11) anunciou a compra indireta de lajes corporativas em dois edifícios localizados na região de Pinheiros, na capital paulista. De acordo com o fato relevante publicado em 25 de setembro de 2026, o fundo fará um investimento total de R$ 143,79 milhões na operação.
O negócio acontecerá por meio da compra de cotas do fundo HIRE11, que passará a ser o dono dos imóveis Edifício JFL Rebouças e Edifício Passarelli. Um detalhe central é que R$ 82,59 milhões serão pagos utilizando créditos gerados pela subscrição de cotas da décima terceira emissão do próprio TRXF11 por parte dos vendedores dos imóveis.
- Valor total da compra: R$ 143,79 milhões
- Ativos: Ed. JFL Rebouças e Ed. Passarelli (Pinheiros, SP)
- Cap rate anual: 8,25% e 9,00% respectivamente
- Estimativa de dividendos: R$ 0,90 a R$ 0,93 por cota até 12/2026
Detalhes do pagamento e perfil dos imóveis comprados
A transação possui um custo total de R$ 143.795.593,00 e teve seu pagamento estruturado em três frentes. A primeira parte, de R$ 82,59 milhões, será liquidada no fechamento do contrato. Este valor não sairá em dinheiro do caixa, pois será compensado através de cotas, já que os vendedores participaram e exerceram o direito de subscrição na recente oferta do TRXF11. Além disso, o fundo fará um desembolso à vista de R$ 8,73 milhões em moeda corrente.
O montante restante de R$ 52,47 milhões será parcelado ao longo do tempo. Os pagamentos ocorrerão em três parcelas, com prazos estabelecidos para 12, 18 e 24 meses após a conclusão formal do negócio.
A compra adiciona ao portfólio do fundo frações de dois prédios comerciais consolidados. O Edifício JFL Rebouças é um ativo recém-inaugurado (2023), classificado como padrão B, com área de 1.543 metros quadrados adquirida na operação e um cap rate (taxa que indica o retorno percentual anual do imóvel) de 8,25% ao ano. Já o Edifício Passarelli, inaugurado em 1979 e de padrão C, soma 8.147 metros quadrados na negociação e possui um cap rate de 9,00% ao ano. Ambos apresentam 100% de ocupação física e reforçam a estratégia de exposição aos FIIs de lajes corporativas, voltados para escritórios e espaços comerciais.
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Contexto atual e transformação do portfólio do TRXF11
Historicamente reconhecido por seus investimentos no setor de varejo, o TRXF11 tem realizado movimentos intensos para se consolidar como um fundo híbrido de múltiplas estratégias. Após a integração destas novas lajes corporativas, o portfólio consolidado alcançará a marca de 128 imóveis, somando um valor total investido de R$ 12,54 bilhões considerando propriedades detidas de forma direta e indireta.
A gestão informou no documento que os novos contratos possuem um prazo médio de duração na faixa de três anos e meio. No cenário geral do fundo após a compra, o prazo médio de todos os contratos (WAULT) ficará em 10,79 anos, com 60,45% das receitas originadas de contratos atípicos.
Conforme os dados gerenciais de agosto de 2026, o TRXF11 possui um patrimônio líquido de R$ 6,03 bilhões e uma expressiva base de 351.702 cotistas. O valor patrimonial por cota é de R$ 96,62. Em 24 de setembro de 2026, o fundo era negociado com desconto na bolsa de valores, apresentando um indicador P/VP de 0,76.
O que a compra das lajes significa para o cotista
O principal impacto desta movimentação para os cotistas é a agilidade na destinação dos recursos captados na emissão de cotas mais recente. Ao utilizar parte do pagamento em troca de cotas e assumir compromissos parcelados, a gestão evita que o dinheiro fique ocioso no caixa rendendo juros básicos, convertendo o capital diretamente em imóveis produtivos.
Essa engenharia financeira permite que a rentabilidade se mantenha previsível. A gestão oficializou no fato relevante que a estimativa de distribuição de proventos continua mantida no intervalo entre R$ 0,90 e R$ 0,93 por cota até dezembro de 2026. Em agosto de 2026, o fundo distribuiu R$ 0,93 por cota, o que traduz um dividend yield de mercado de 12,95% no acumulado de doze meses.
A operação também aprimora a diversificação de inquilinos. A chegada de novas empresas alocadas nos escritórios ajuda a pulverizar as fontes de receita do fundo, diluindo eventuais riscos atrelados aos locatários gigantes do varejo que já compõem a base histórica da carteira.
Fonte: Fato Relevante divulgado em 25/09/2026 no Fundos.NET, sistema de divulgação de informações da B3/CVM. Ver documento oficial (PDF) →
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Este texto tem caráter estritamente informativo e educacional, baseado em documentos públicos divulgados pelo fundo. Não constitui, em nenhuma hipótese, recomendação de compra, venda ou manutenção de cotas de fundos imobiliários. Os dados sobre rentabilidade passada (como dividend yield) e as projeções futuras de rendimentos (guidance) não representam garantias de resultados. O mercado de renda variável envolve riscos e o investidor deve ler o regulamento do fundo antes de tomar qualquer decisão.







