ETF de ouro na B3: os 8 fundos, taxas, o maior e o mais barato (outubro de 2026)

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Barras de ouro sobre um gráfico de cotação, representando os ETFs de ouro negociados na B3.

No fechamento de outubro de 2026, a B3 tinha 8 ETFs de ouro (GOLD11, GOLX11, GOLB11, GLDI11, OURO11, AURO11, GLDX11 e OROF11), que somavam R$ 3,99 bilhões de patrimônio e 152.507 cotistas. O maior é o GOLD11, com R$ 1,80 bilhão. A menor taxa de administração é a do GOLX11, 0,20% ao ano. Este guia mostra o que cada um acompanha, quanto cobra, como a cota variou e o que muda entre ouro em reais, em dólar e físico, além dos ETFs de prata.

Principais pontos

  • São 8 ETFs de ouro na B3 no fechamento de outubro de 2026: 4 seguem o contrato futuro de ouro da B3, em reais (GOLX11, GOLB11, GLDI11 e OURO11); 2 compram ouro no exterior, cotado em dólar (GOLD11 e GLDX11); 1 guarda ouro físico (OROF11); 1 vende opções sobre o ouro para pagar renda mensal (AURO11).
  • O GOLD11 concentra R$ 1,80 bilhão e 137.303 cotistas, de longe o mais usado. A taxa vai de 0,20% (GOLX11) a 0,98% ao ano.
  • Entre os 3 com 12 meses de cotação, a cota mediana caiu 2,6% em 12 meses. Ouro é cotado em dólar no mundo inteiro: todos os ETFs da lista sobem quando o dólar sobe, com ou sem o rótulo em reais.
  • Ganho na venda de ETF paga 15% de imposto, sem a isenção de R$ 20 mil por mês que existe para ações, e sem come-cotas.

O que é um ETF de ouro e como ele funciona?

Um ETF de ouro é um fundo negociado na bolsa, como uma ação, cuja única função é acompanhar o preço do ouro. Em vez de comprar barras ou moedas, guardar em cofre e pagar seguro, o investidor compra cotas pelo home broker a partir de uma unidade, e vende do mesmo jeito. O fundo cuida do resto: compra o metal, ou contratos que o representam, e desconta uma taxa de administração todo dia do valor da cota. O funcionamento geral de um fundo de índice está no guia sobre o que é ETF.

O que o ETF de ouro NÃO faz também importa: ele não gera renda por si só (ouro não paga juros nem aluguel), então a única fonte de ganho é a variação do preço, a não ser no caso do ETF que vende opções sobre o ouro para pagar rendimento mensal, tratado mais abaixo.

Os jeitos de um ETF seguir o ouro

Os ETFs de ouro da B3 chegam ao mesmo destino por caminhos diferentes, e a tabela mais abaixo mostra o caminho de cada um:

  • Contrato futuro de ouro da B3. O fundo compra contratos futuros de ouro negociados na própria B3, cotados em reais por grama. Como o contrato futuro exige só uma margem de garantia, o dinheiro fica aplicado em títulos públicos enquanto isso, e esse rendimento compensa o custo que o mercado embute no preço do futuro. O resultado acompanha o ouro à vista, sem o fundo precisar custodiar metal.
  • Ouro no exterior, cotado em dólar. O fundo investe em um ETF ou índice de ouro fora do Brasil (o preço de referência é o do mercado de Londres, em dólar). Para o cotista, o resultado é o ouro em dólar convertido em reais no dia a dia.
  • Ouro físico. O fundo compra o metal e o mantém em custódia. É o mais parecido com ter barras, sem precisar guardá-las.
  • Ouro com renda. O fundo mantém o ouro e vende opções de compra sobre ele, trocando parte da alta futura por um prêmio mensal, pago ao cotista como rendimento.

Quais ETFs de ouro existem na B3? Lista de outubro de 2026

A tabela abaixo é factual e sai do cadastro da CVM, do informe diário de cada fundo e da cotação de fechamento de outubro de 2026: são os 8 ETFs de ouro listados na B3, do maior para o menor patrimônio. A coluna “Cota em 12 meses” é a variação do preço de fechamento, sem somar rendimento (só o ETF de ouro com renda distribui); n/d quer dizer que a base ainda não tem a cotação de 12 meses antes, o que acontece com os ETFs lançados há menos de um ano.

#ETFGestoraComo segue o metalTaxa de administraçãoPatrimônioCotistasCota em 12 mesesNa B3 desde
1GOLD11XPOuro no exterior, em dólar0,55% ao anoR$ 1,80 bilhão137.303-2,5%11/12/2020
2GOLX11XPContrato futuro de ouro da B30,20% ao anoR$ 1,05 bilhão1.462n/d11/05/2026
3GOLB11BTG PactualContrato futuro de ouro da B30,40% ao anoR$ 693,4 milhões2.459n/d22/06/2026
4GLDI11ItaúContrato futuro de ouro da B30,33% ao anoR$ 252,0 milhões1.330n/d06/11/2025
5OURO11BradescoContrato futuro de ouro da B30,20% ao anoR$ 97,6 milhões868n/d14/01/2026
6AURO11Buena VistaOuro com renda (opções)0,98% ao anoR$ 45,7 milhões6.121-16,4%22/09/2025
7GLDX11InvestoOuro no exterior, em dólar0,55% ao anoR$ 37,9 milhões2.902-2,6%30/06/2025
8OROF11GalapagosOuro físico0,37% ao anoR$ 4,8 milhões62n/d29/06/2026

ETFs de ouro na B3, por patrimônio, ETFs da B3, patrimônio e cotistas do informe diário e cotação de fechamento de outubro de 2026. Variação da cota pelo preço de fechamento (não soma rendimento; só o ETF de ouro com renda distribui). n/d em 12 meses = sem cotação 12 meses antes na base, o que não prova estreia recente. O ETF de ouro não tem a isenção de R$ 20 mil mensais das ações. Lista factual, não é recomendação.

O GOLD11 tem 45,2% do patrimônio de todos os ETFs de ouro da B3 e 137.303 cotistas. Entre os 3 com 12 meses de cotação, a cota mediana caiu 2,6% em 12 meses. GOLX11, GOLB11, GLDI11, OURO11 e OROF11 ainda não têm 12 meses de cotação na base, por isso aparecem com n/d. Tamanho e número de cotistas medem popularidade e liquidez, não qualidade; os ETFs que seguem o mesmo índice tendem a render quase igual, e a diferença fica na taxa.

Taxas dos ETFs de ouro: quanto cada um cobra

A taxa de administração vai de 0,20% ao ano, no GOLX11, a 0,98% ao ano, no AURO11. Em R$ 10 mil investidos, a diferença é de R$ 78 por ano, descontada todo dia da cota, sem boleto. Para quem vai ficar anos no ouro, a taxa pesa mais do que parece; para quem negocia com frequência, o volume diário importa tanto quanto, porque ETF pouco negociado custa mais na hora de comprar e vender.

#ETFTaxa de administraçãoCusto por ano em R$ 10 milPatrimônioVolume médio por pregãoCota no ano
1GOLX110,20% ao anoR$ 20R$ 1,05 bilhãoR$ 6,7 milhõesn/d
2OURO110,20% ao anoR$ 20R$ 97,6 milhõesR$ 234 miln/d
3GLDI110,33% ao anoR$ 33R$ 252,0 milhõesR$ 342 mil-6,6%
4OROF110,37% ao anoR$ 37R$ 4,8 milhõesR$ 15 miln/d
5GOLB110,40% ao anoR$ 40R$ 693,4 milhõesR$ 1,5 milhãon/d
6GOLD110,55% ao anoR$ 55R$ 1,80 bilhãoR$ 28,8 milhões-11,6%
7GLDX110,55% ao anoR$ 55R$ 37,9 milhõesR$ 331 mil-11,6%
8AURO110,98% ao anoR$ 98R$ 45,7 milhõesR$ 604 mil-21,5%

ETFs de ouro na B3, da menor para a maior taxa, ETFs da B3, taxas do cadastro, patrimônio do informe diário e volume dos pregões de outubro de 2026. Taxa de administração total do fundo, ao ano, sobre o patrimônio (já descontada da cota, nunca cobrada à parte). Volume médio por pregão no mês de referência, em reais. ETF pequeno ou pouco negociado tende a ter diferença maior entre o preço de compra e o de venda. Lista factual, não é recomendação.

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ETF de ouro em reais ou em dólar: faz diferença?

Menos do que parece. O ouro é cotado em dólar no mundo inteiro, e o preço em reais é o preço internacional multiplicado pelo câmbio. O contrato futuro da B3 é cotado em reais, mas segue exatamente essa conta. Por isso todos os ETFs de ouro da B3, com ou sem o rótulo “em reais”, sobem quando o ouro sobe em dólar e também quando o dólar sobe contra o real; e caem quando acontece o contrário. É daí que vem a fama do ouro como proteção para o investidor brasileiro: ele costuma andar bem justamente nos momentos de medo, em que o dólar dispara.

A diferença prática entre os modelos está nos detalhes: o modelo de contrato futuro mantém caixa rendendo Selic e precisa rolar os contratos de tempos em tempos, o que pode abrir uma pequena diferença em relação ao ouro à vista; o modelo no exterior depende do fundo estrangeiro e da conversão cambial. Quem quer exposição ao dólar por outros caminhos pode comparar com os ETFs dolarizados da B3.

ETF de prata na B3

A B3 tem 2 ETFs de prata no fechamento de outubro de 2026: SLVR11 (XP; acompanha o desempenho do índice LBMA Silver Price; taxa de 0,30% ao ano) e PRAF11 (Galapagos; investe em Prata Física; taxa de 0,60% ao ano). O maior é o SLVR11, com R$ 92,5 milhões e 728 cotistas. Todos foram lançados há menos de 12 meses, então a variação de 12 meses ainda não existe. A prata oscila mais do que o ouro, porque metade da demanda é industrial (painéis solares, eletrônicos) e segue o ciclo da economia, não só a busca por proteção.

#ETFGestoraO que acompanhaTaxa de administraçãoPatrimônioCotistasCota em 12 mesesNa B3 desde
1SLVR11XPAcompanha o desempenho do índice LBMA Silver Price0,30% ao anoR$ 92,5 milhões728n/d22/06/2026
2PRAF11GalapagosInveste em Prata Física0,60% ao anoR$ 4,0 milhões40n/d29/06/2026

ETFs de prata na B3, ETFs da B3, patrimônio e cotistas do informe diário e cotação de fechamento de outubro de 2026. Mesmas regras da tabela de ouro: variação da cota pelo fechamento, n/d quando a base não tem cotação de 12 meses antes. Lista factual, não é recomendação.

Ouro com renda mensal: o ETF que paga rendimento

O AURO11 (Buena Vista) é o único ETF de ouro da B3 que paga renda: ele mantém o ouro e vende opções de compra sobre ele, trocando parte da valorização futura por um prêmio mensal, o chamado dividendo sintético. Taxa de 0,98% ao ano, patrimônio de R$ 45,7 milhões e 6.121 cotistas. Nos 12 meses até outubro de 2026, pagou rendimento em todos os 12 meses, um DY 12M de 14,2% sobre a cotação de R$ 89,28. No mesmo período a cota caiu 16,4%: a renda vem da venda de opções, que limita o ganho quando o ouro sobe e não protege quando cai, então o retorno total é o rendimento somado a essa queda. Como todo rendimento de ETF, tem 15% de imposto retido na fonte.

Quem busca renda mensal em fundos de índice encontra a lista completa, com o DY de cada um, no ranking de ETFs que pagam dividendos mensais na B3.

GOLD11, IAU e GLD: qual a diferença?

IAU (iShares Gold Trust) e GLD (SPDR Gold Shares) são os dois maiores ETFs de ouro do mundo, negociados na bolsa americana e lastreados em ouro físico guardado em cofres. Para comprá-los diretamente, o brasileiro precisa de conta em corretora no exterior, enviar dólares e declarar os bens lá fora. O GOLD11 e os outros ETFs de ouro da B3 fazem esse serviço por dentro: você compra em reais, pelo mesmo home broker das ações, e o fundo se encarrega da exposição ao ouro em dólar. O custo disso é a taxa de administração do fundo brasileiro, que costuma ser maior do que a dos gigantes americanos (o IAU cobra 0,25% ao ano e o GLD, 0,40%), e a liquidez menor. Em troca, não há custo de remessa, nem conta no exterior, nem declaração de bens fora do país.

Imposto no ETF de ouro

ETF listado na B3 é tributado como renda variável: 15% sobre o ganho na venda (20% em operações de compra e venda no mesmo dia), apurado pelo próprio investidor e pago por DARF até o último dia útil do mês seguinte. Não existe a isenção de R$ 20 mil por mês que vale para ações, e também não existe come-cotas: o imposto só é pago quando você vende com lucro, e prejuízos podem ser compensados com ganhos futuros em renda variável. O rendimento do ETF de ouro com renda tem 15% retidos na fonte, como todo rendimento de ETF. Os ETFs de renda fixa seguem regra própria, com a mesma alíquota fixa de 15%.

Vale a pena ter ETF de ouro na carteira?

Ouro não gera renda e passa anos parado ou em queda; ele serve como seguro, não como motor de retorno. Na carteira, o papel dele é andar na direção contrária das ações e do real nos momentos de crise, e por isso quem o usa costuma manter uma fatia pequena e constante, rebalanceando quando ela cresce ou encolhe demais, em vez de tentar acertar a hora de entrar e sair. O ETF é o jeito mais barato e simples de montar essa fatia no Brasil, e entre os ETFs a escolha costuma ficar entre taxa (quanto menor, melhor para quem vai ficar anos) e volume negociado (quanto maior, menor o custo de comprar e vender).

Para ver todos os fundos de índice da bolsa brasileira, por categoria, e como escolher entre eles, veja o guia sobre ETFs brasileiros na B3.

Perguntas frequentes

Quantos ETFs de ouro existem na B3?

8, no fechamento de outubro de 2026: GOLD11, GOLX11, GOLB11, GLDI11, OURO11, AURO11, GLDX11 e OROF11. 4 seguem o contrato futuro de ouro da B3, em reais (GOLX11, GOLB11, GLDI11 e OURO11); 2 compram ouro no exterior, cotado em dólar (GOLD11 e GLDX11); 1 guarda ouro físico (OROF11); 1 vende opções sobre o ouro para pagar renda mensal (AURO11).

Qual é o maior ETF de ouro da B3?

O GOLD11, com R$ 1,80 bilhão de patrimônio no fechamento de outubro de 2026 e 137.303 cotistas, também o maior número.

Qual ETF de ouro tem a menor taxa?

GOLX11 e OURO11, com 0,20% ao ano. Taxa baixa só compensa se o fundo tiver volume para comprar e vender sem perder na diferença de preço; a tabela de taxas mostra o volume ao lado.

Qual é o ETF de ouro mais antigo da B3?

O GOLD11, negociado na B3 desde 11/12/2020. O mais recente é o OROF11, desde 29/06/2026. Dos 8 ETFs de ouro, 5 foram lançados há menos de 12 meses.

ETF de ouro paga dividendos?

Em regra, não: o ouro não gera renda, e o ETF comum só reflete o preço do metal. A exceção é o ETF de ouro com renda, que vende opções de compra sobre o ouro e distribui o prêmio todo mês, com 15% de imposto retido na fonte. A contrapartida é abrir mão de parte da alta do ouro.

Existe ETF de prata na bolsa brasileira?

Sim, listados em 2026. A seção sobre ETF de prata, mais acima, mostra quais são, a taxa e o patrimônio de cada um.

ETF de ouro tem isenção de imposto?

Não. A isenção de R$ 20 mil por mês em vendas vale para ações, não para ETFs. O ganho na venda de ETF de ouro paga 15% de imposto, apurado pelo investidor.

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Marcelo Fayh

Marcelo Fayh é analista de investimentos certificado (CNPI) e consultor de investimentos credenciado na CVM, fundador da US Wealth Consultoria de Investimentos (também credenciada na CVM).

Atua no mercado financeiro desde 2005: foi sócio de um escritório de agentes autônomos por quase 9 anos, trabalhou com M&A por 4 anos e é analista e consultor de investimentos há mais de 7 anos, especializado em Fundos Imobiliários (FIIs) e ETFs. É autor do livro Método Fayh: Descubra Como Escolher os Melhores Fundos Imobiliários do Mercado e Viva de Renda.

No blog, traduz os documentos oficiais dos fundos — fatos relevantes, relatórios gerenciais e informes — em análises acessíveis.

O conteúdo é educativo e não constitui recomendação de investimento.

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