Melhores FIIs de tijolo: ranking de dividendos, P/VP e cotistas (setembro de 2026)

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Maquete hiper-realista de prédios e galpões em cima de uma mesa rodeada por moedas, representando fundos imobiliários de tijolo.

Atualizado em 25/10/2026

Os melhores fundos imobiliários de tijolo são aqueles que combinam um portfólio de imóveis bem localizados, contratos de aluguel sólidos e um preço de cotação atrativo na bolsa de valores. Não existe um único fundo perfeito para todos os investidores, pois a escolha final depende do seu objetivo financeiro, seja ele buscar a maior renda mensal possível, comprar cotas com desconto patrimonial ou investir nos ativos mais seguros e populares do mercado. Para encontrar as melhores oportunidades, é fundamental analisar métricas de qualidade além do simples rendimento passado.

Principais pontos

  • Fundos imobiliários de tijolo investem em imóveis físicos reais e geram renda passiva através do recebimento de aluguéis de inquilinos corporativos.
  • O tamanho de um fundo medido pelo número de cotistas indica alta liquidez e facilidade para comprar ou vender cotas rapidamente no mercado secundário.
  • Escolher um ativo apenas pelo maior rendimento pode ser perigoso, pois altas taxas muitas vezes escondem riscos elevados ou vendas pontuais de imóveis.
  • O indicador que mede se um fundo está barato é o Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP), mas fundos muito descontados exigem investigação profunda sobre a qualidade dos seus ativos.
  • A diversificação entre logística, shoppings e lajes corporativas protege a carteira do investidor contra crises específicas de um único setor da economia.

O momento dos FIIs de Tijolo: Por que investir em ativos reais?

O mercado financeiro vive ciclos constantes e os fundos imobiliários são diretamente impactados pelas variações da taxa básica de juros (Selic) e da inflação. Em momentos de estabilização ou queda de juros, os ativos reais ganham destaque, pois a rentabilidade oferecida pelos aluguéis se torna muito mais atrativa quando comparada aos títulos públicos de renda fixa conservadora. Além disso, investir no setor imobiliário tradicional protege o patrimônio contra a perda do poder de compra, já que os contratos de locação são reajustados anualmente por índices de inflação como o IPCA ou o IGPM.

Um FII de Tijolo é um fundo de investimento que capta recursos de milhares de investidores para comprar, construir ou reformar imóveis físicos comerciais, distribuindo mensalmente os lucros obtidos com os aluguéis. Ao se tornar cotista de um fundo desses, você adquire uma fração de grandes galpões logísticos, shoppings centers modernos ou torres de escritórios localizadas nos centros financeiros do país. Tudo isso sem a burocracia de comprar um imóvel físico inteiro por conta própria.

Contudo, a busca pelos melhores ativos da bolsa exige cuidado. A palavra “melhor” é subjetiva no mundo dos investimentos. Para um investidor iniciante, o melhor fundo pode ser aquele mais robusto e com maior número de parceiros de investimento (cotistas). Para um investidor focado em fluxo de caixa, o melhor será o maior pagador de dividendos. Já para quem busca ganho de capital, os melhores serão os mais baratos. Exploraremos cada uma dessas visões a seguir, utilizando dados factuais e não recomendações de compra.

Quais são os maiores FIIs de Tijolo do Brasil?

O tamanho de um fundo imobiliário pode ser medido de duas formas principais, sendo a primeira pelo Patrimônio Líquido (PL) e a segunda pelo número de cotistas. O Patrimônio Líquido representa o valor total de todos os imóveis e do dinheiro em caixa que o fundo possui. Por outro lado, o número de cotistas mostra o nível de popularidade e a aceitação daquele fundo entre os investidores pessoa física no Brasil.

A popularidade traz vantagens estruturais imensas. Fundos com centenas de milhares de cotistas possuem uma liquidez extremamente alta na bolsa de valores. Isso significa que você pode comprar ou vender milhares de reais em cotas em poucos segundos, sem causar impactos bruscos no preço da cotação. Além disso, fundos muito populares têm maior facilidade para realizar novas emissões de cotas (captação de novo dinheiro no mercado), utilizando esses recursos para comprar novos imóveis e expandir ainda mais seus portfólios.

Abaixo, os cinco fundos de tijolo do IFIX com mais cotistas no informe de setembro de 2026. Lembre-se de que o número de cotistas indica pulverização e facilidade de negociação, mas não garante a qualidade dos imóveis ou o retorno financeiro futuro.


#FundoSegmentoCotistasPatrimônio líquido
1XPML11Shoppings795.394R$ 6,90 bilhões
2HGLG11Logística613.837R$ 7,55 bilhões
3GARE11Híbrido563.912R$ 2,60 bilhões
4BTLG11Logística537.579R$ 7,54 bilhões
5GGRC11Logística423.361R$ 3,78 bilhões

FIIs de tijolo com mais cotistas, FIIs do IFIX, informe mensal de setembro de 2026. Número de cotistas mede popularidade e facilidade de negociação, não qualidade nem retorno. Lista factual, não é recomendação.


Pelo patrimônio líquido, a ordem muda: quem lidera é o HGLG11 (logística), com R$ 7,55 bilhões, enquanto o XPML11 fica na frente em cotistas. Os cinco maiores por esse critério:


#FundoSegmentoPatrimônio líquidoCotistas
1HGLG11LogísticaR$ 7,55 bilhões613.837
2BTLG11LogísticaR$ 7,54 bilhões537.579
3XPML11ShoppingsR$ 6,90 bilhões795.394
4TRXF11Renda UrbanaR$ 6,04 bilhões354.483
5XPLG11LogísticaR$ 5,37 bilhões364.309

Maiores FIIs de tijolo por patrimônio, FIIs do IFIX, informe mensal de setembro de 2026. Tamanho traz liquidez e resiliência, não retorno garantido. Lista factual, não é recomendação.

Como escolher os melhores fundos imobiliários de tijolo? (Além do Yield)

Um dos maiores erros cometidos por investidores iniciantes é ordenar os fundos imobiliários pelo último rendimento pago e comprar as cotas que estão no topo da lista. O setor de tijolo possui características físicas muito peculiares que exigem uma análise qualitativa profunda. Para separar os fundos excelentes das armadilhas do mercado, você deve avaliar três pilares fundamentais, presentes nos relatórios gerenciais divulgados mensalmente pelos gestores.

Localização e Qualidade (Classificação AAA)

A regra de ouro do mercado imobiliário global é a localização. Um imóvel comercial bem localizado sempre terá demanda, independentemente de crises econômicas passageiras. No segmento de escritórios (lajes corporativas), existe uma classificação de qualidade para os prédios. Imóveis classificados como AAA (Triple A) são aqueles que possuem o mais alto padrão de construção, tecnologia de ponta, certificações de sustentabilidade e excelente infraestrutura de transporte ao redor. Estes imóveis atraem as maiores empresas multinacionais, que são inquilinos com baixo risco de calote.

Tamanho do Portfólio (ABL e Multi-ativos)

Área Bruta Locável (ABL) é a soma de todos os espaços físicos que um fundo imobiliário possui disponíveis para alugar, medida em metros quadrados. Quanto maior a ABL de um fundo, maior costuma ser sua relevância no mercado. Contudo, mais importante do que o tamanho total é a diversificação. Você deve priorizar fundos “multi-ativos” e “multi-inquilinos”. Se um fundo possui apenas um único imóvel alugado para uma única empresa (fundo monoativo), a saída desse inquilino reduz a receita do fundo a zero da noite para o dia. A diversificação dilui esse risco operacional.

Saúde da Locação (Vacância e Inadimplência)

Vacância é a parcela dos imóveis de um fundo que está desocupada e sem gerar aluguel no momento. Ela se divide em duas métricas cruciais. A vacância física mede exatamente quantos metros quadrados estão vazios. A vacância financeira mede o impacto desse espaço vazio no fluxo de caixa (dinheiro) que o fundo deveria estar recebendo. Um fundo pode ter uma vacância física de 10%, mas se essa área vazia for a mais cara e nobre do portfólio, a vacância financeira pode chegar a 20%. Entender a dinâmica entre Dividend Yield e Vacância é o passo mais importante para analisar a real saúde dos rendimentos que chegam na sua conta.

FII de Tijolo Melhores Dividendos: Ranking de Yield Atual

O Dividend Yield (DY) é a métrica que indica o quanto um fundo pagou de rendimentos proporcionais ao preço da sua cota. O DY Mercado é calculado dividindo os rendimentos distribuídos nos últimos 12 meses pela cotação atual do fundo na bolsa de valores. Esse percentual é a forma mais fácil de visualizar o fluxo de caixa gerado pela sua carteira.

Abaixo, os fundos de tijolo do IFIX (índice oficial de FIIs) com os maiores DY Mercado 12M no fechamento de setembro de 2026, ao lado do retorno total de cada um em 12 meses (o rendimento somado à variação da cota). Esta é uma lista puramente factual e matemática, não devendo ser interpretada como sugestão de investimento, visto que rentabilidade passada não é garantia de rendimentos futuros.


#FundoSegmentoDY Mercado 12MSó a cota (12m)Retorno total (12m)
1VGRI11Lajes Corporativas20,9%n/dn/d
2TRBL11Logística20,7%-23,0%-10,6%
3GZIT11Shoppings16,5%n/dn/d
4RZAT11Híbrido16,1%-2,9%+13,1%
5TRXF11Renda Urbana15,6%-27,2%-17,4%

FIIs de tijolo com maior DY Mercado 12M e o retorno total em 12 meses, FIIs do IFIX, cota no fechamento e informe mensal de setembro de 2026, retorno total dos 12 meses até lá. DY Mercado 12M = rendimentos de 12 meses divididos pela cota no fechamento; mês entre parênteses = último DY calculado de fundo que anuncia o rendimento com atraso. Retorno total = cota mais rendimentos reinvestidos, bruto de impostos e custos; n/d = fundo recusado pelo cálculo certificado. Retorno passado não garante retorno futuro. Lista factual, não é recomendação.


A mediana do DY Mercado 12M dos 41 fundos de tijolo do IFIX com o dado foi de 12,2%. Entre os maiores DY, a cota de todos os 3 com retorno calculado caiu em 12 meses: o rendimento alto veio junto com perda no preço. O retorno total mais baixo entre eles foi o do TRXF11, -17,4%, com DY de 15,6%. O retorno total de VGRI11 (queda de patrimônio sem explicação documentada) e GZIT11 (mês com provento esperado e não encontrado na base) aparece como n/d. DY alto isolado não diz se o fundo é um bom investimento.


É crucial aplicar os filtros ensinados na seção anterior ao analisar esta tabela. Yields excessivamente altos no mercado de tijolo, muitas vezes acima da casa dos 15% ao ano, raramente são provenientes da operação normal de aluguéis. Eles costumam indicar um prêmio de risco cobrado pelo mercado devido a contratos prestes a vencer, devoluções iminentes de espaço por inquilinos gigantes, ou distribuições extraordinárias não recorrentes (como a venda de um galpão logístico com grande lucro que foi distribuído de uma só vez aos cotistas). Ao cruzar os dados de yield com o nosso Ranking de Rentabilidade de FIIs, priorize a consistência da renda ao longo dos anos, não apenas picos pontuais.

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FII de Tijolo Barato: Quais estão descontados? (Análise de P/VP)

Muitos investidores adotam a estratégia de investir focado em valor (Value Investing), procurando comprar ótimos ativos por um preço inferior ao que eles realmente valem. No mercado imobiliário, utilizamos um múltiplo contábil muito específico para fazer essa checagem rápida.

O indicador P/VP é o cálculo matemático que divide o Preço atual da cota na bolsa (P) pelo Valor Patrimonial dessa mesma cota (VP). Um resultado exatamente igual a 1,00 significa que o fundo está sendo negociado pelo seu preço justo. Quando o resultado é inferior a 1,00 (como 0,90 ou 0,80), significa que os investidores podem comprar fatias daqueles imóveis pagando menos do que os peritos avaliaram que eles valem de verdade.

A seguir, os cinco fundos de tijolo mais descontados do IFIX segundo o P/VP, com a cota no fechamento de setembro de 2026 e o valor patrimonial do informe do mesmo mês.


#FundoSegmentoCota no fechamentoP/VPDY Mercado 12M
1GZIT11ShoppingsR$ 35,920,4116,5%
2RZTR11AgronegócioR$ 84,360,4313,6%
3VINO11Lajes CorporativasR$ 4,330,4412,2%
4BRCR11Lajes CorporativasR$ 41,800,5112,2% (ago)
5BBIG11ShoppingsR$ 5,240,5413,7%

FIIs de tijolo com menor P/VP, FIIs do IFIX, cota no fechamento e informe mensal de setembro de 2026. P/VP = cota no fechamento dividida pelo valor patrimonial por cota do informe. Desconto não é sinônimo de oportunidade. DY Mercado 12M = rendimentos de 12 meses divididos pela cota no fechamento; mês entre parênteses = último DY calculado de fundo que anuncia o rendimento com atraso. Lista factual, não é recomendação.


Nesta lista reside um dos maiores perigos do mercado de renda variável, a famosa “Value Trap” (armadilha de valor). Um fundo negociado a 0,41 de P/VP, como o GZIT11 no fechamento de setembro de 2026, significa que o mercado está pagando apenas 41 centavos para cada 1 real de patrimônio do fundo. Embora pareça uma pechincha irresistível, isso quase sempre sinaliza problemas severos. O mercado precifica o fundo para baixo devido a altas taxas de vacância persistentes, imóveis velhos e mal localizados, grande endividamento interno ou falta de confiança na gestão. Não que seja errado comprar um fundo com P/VP de 0,41, ele pode ser realmente uma pechincha. Talvez o problema seja que o valor justo deste FII não seja o P/VP de 1, mas quem sabe de 0,70. O P/VP embora seja um indicador importante, não é verdade absoluta quando o assunto é precificação. Para aprofundar seu conhecimento sobre como fugir dessas armadilhas, estude a fundo O que é P/VP antes de efetuar qualquer ordem de compra baseada apenas em desconto patrimonial.

Existem Melhores FIIs de Tijolo Base 10?

Historicamente, a imensa maioria dos fundos imobiliários mais antigos e consolidados do Brasil foi formatada no modelo “Base 100”. Isso significa que suas cotas começaram a ser negociadas no mercado na faixa dos cem reais. Embora seja um valor acessível se comparado à compra de um apartamento físico inteiro, muitos investidores iniciantes preferem fracionar ainda mais seus aportes mensais para facilitar a diversificação da carteira.

FIIs Base 10 são fundos imobiliários cujas cotas são negociadas na bolsa de valores por valores unitários próximos a dez reais (geralmente abaixo de R$ 20,00). Durante muito tempo, a Base 10 foi dominada quase exclusivamente por fundos de papel (focados em dívidas). No entanto, percebendo a alta demanda por inclusão de novos investidores, gestoras de grandes fundos de tijolo começaram a realizar processos de “desdobramento de cotas”. Nesse processo contábil, uma cota de R$ 100,00 é dividida em dez cotas de R$ 10,00, sem alterar o patrimônio total do investidor, tornando o fundo acessível a quem investe com pouco dinheiro.

No fechamento de setembro de 2026, 11 fundos de tijolo do IFIX negociavam abaixo de R$ 20, o critério de Base 10 que usamos. Os cinco com mais cotistas:


#FundoSegmentoCota no fechamentoCotistasDY Mercado 12M
1GARE11HíbridoR$ 8,41563.91211,8%
2GGRC11LogísticaR$ 8,99423.36113,3%
3ALZR11HíbridoR$ 9,94213.94010,1%
4HGBS11ShoppingsR$ 18,57205.48410,6%
5SNEL11Energia/InfraR$ 8,04141.61214,9%

FIIs de tijolo base 10 com mais cotistas, FIIs do IFIX, cota no fechamento e informe mensal de setembro de 2026. Base 10 = cota abaixo de R$ 20 no fechamento. DY Mercado 12M = rendimentos de 12 meses divididos pela cota no fechamento; mês entre parênteses = último DY calculado de fundo que anuncia o rendimento com atraso. Lista factual, não é recomendação.


Essa democratização do acesso permitiu que o pequeno investidor monte carteiras diversificadas, comprando galpões e shoppings com poucos reais por mês. Para entender a mecânica desses desdobramentos e ver mais opções do mercado, consulte nosso artigo sobre os principais FIIs Base 10.

Qual o melhor segmento de tijolo em 2026?


O sucesso de uma estratégia de renda variável depende muito da leitura do cenário macroeconômico atual. Com a Selic meta em 13,75% ao ano no fechamento de setembro de 2026 e o comportamento da inflação brasileira, diferentes tipos de imóveis reagem de maneiras distintas. Antes da análise qualitativa, os números: a tabela mostra a mediana dos fundos de tijolo do IFIX em cada segmento.


SegmentoFundosDY Mercado 12MP/VPRetorno total (12m)
Lajes Corporativas1212,2%0,65+7,5%
Híbrido611,6%0,90+5,7%
Shoppings911,1%0,86+4,3%
Logística1010,2%0,84+1,1%
Renda Urbana312,5%0,84-0,9%

Segmentos de tijolo: mediana de DY, P/VP e retorno total, FIIs do IFIX, cota no fechamento e informe mensal de setembro de 2026, retorno total dos 12 meses até lá. Mediana dos fundos de cada segmento com o dado disponível; segmento com um único fundo fica fora. Retorno total = cota mais rendimentos reinvestidos em 12 meses. Lista factual, não é recomendação.


Em 12 meses, o segmento com a maior mediana de retorno total foi o de lajes corporativas (+7,5%) e o de menor, o de renda urbana (-0,9%). Com um único fundo no IFIX, ficaram fora da tabela: HTMX11 (hotéis), RZTR11 (agronegócio) e SNEL11 (energia/infra). Mediana de um ano não prevê o próximo. Abaixo, as três principais vertentes do tijolo, para que você possa equilibrar sua carteira de acordo com o momento do mercado.

Fundos de Logística: Resiliência

A força motriz por trás dos galpões logísticos continua sendo a mudança de comportamento do consumidor e a expansão desenfreada do comércio eletrônico no Brasil. Gigantes do e-commerce e redes de supermercados precisam armazenar e distribuir produtos na maior velocidade possível (o chamado “last mile”). Os Fundos de Logística de alta qualidade (Galpões AAA próximos a rodovias estratégicas em São Paulo e Minas Gerais) tendem a manter a resiliência, apresentando baixíssima vacância, contratos longos blindados por multas rescisórias pesadas e previsibilidade de caixa excelente.

Fundos de Shopping: Consumo aquecido

Diferente de um galpão que recebe um aluguel fixo, os shoppings ganham dinheiro atrelado ao faturamento das lojas (aluguel percentual) e aos serviços diretos (estacionamento). Se a inflação sobe ou o consumo familiar se mantém aquecido, as vendas dos lojistas aumentam e o repasse para o fundo imobiliário é imediato, tornando a carteira de FII de Shopping uma das melhores proteções reais contra o aumento desenfreado dos preços na economia. É um setor que historicamente distribui dividendos muito fortes nas viradas de semestre por conta das vendas de Natal e Dia das Mães.

Lajes Corporativas: Risco e Retorno

O mercado de escritórios comerciais sofreu impactos gigantescos desde a popularização do trabalho remoto (home office). No entanto, o cenário atual aponta para uma consolidação do modelo híbrido de trabalho, forçando as empresas a exigirem espaços físicos modernos (flight to quality). Os ativos corporativos ainda negociam com muito desconto na bolsa em relação ao seu custo de reposição. Portanto, para o investidor com maior apetite a risco, o segmento de FII de Lajes Corporativas oferece o maior potencial de valorização e ganho de capital (subida no preço da cota), focado em edifícios de excelência em eixos de prestígio, como a Faria Lima e a Avenida Paulista em São Paulo.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Quais são os 5 melhores FIIs de tijolo?

Não existe um “top 5” definitivo e estático, pois a escolha depende inteiramente do seu objetivo pessoal. Se busca renda alta de curto prazo, os FIIs com maior Dividend Yield lideram os rankings: no fechamento de setembro de 2026, VGRI11 com 20,9%, TRBL11 com 20,7% e GZIT11 com 16,5%. Antes de decidir, veja o retorno total de cada um na tabela de dividendos. Se busca segurança estrutural e resiliência, os maiores fundos em número de cotistas, como XPML11 (shoppings), HGLG11 (logística) e GARE11 (híbrido), costumam ter portfólios mais maduros, robustos e menos suscetíveis a quebras de inquilinos únicos.

Qual o maior FII de tijolo do Brasil?

Depende da régua. Pelo patrimônio líquido do informe de setembro de 2026, o maior fundo de tijolo do IFIX é o HGLG11 (logística), com R$ 7,55 bilhões, seguido do BTLG11 (R$ 7,54 bilhões). Em número de cotistas, quem lidera é o XPML11 (shoppings), com 795.394 investidores.


Qual o melhor fundo de tijolo para 2026?

Para o cenário macroeconômico de 2026, fundos de shoppings oferecem excelente proteção contra surtos de inflação devido ao repasse direto no faturamento das vendas dos lojistas. Fundos de logística premium continuam mantendo a previsibilidade de renda e contratos confiáveis atrelados ao e-commerce. Por fim, lajes corporativas extremamente bem localizadas (padrão AAA em grandes centros financeiros) oferecem o maior potencial de ganho de capital caso a curva de juros do país se estabilize ou caia, pois ainda sofrem com os descontos patrimoniais exagerados do mercado. Os números de cada segmento estão na tabela de medianas, mais acima.

Qual a diferença entre FII de tijolo e papel?

FIIs de tijolo compram e investem diretamente em imóveis físicos (como galpões, shoppings e lajes de escritórios), gerando lucros aos cotistas através do aluguel recorrente e da valorização monetária do imóvel no longo prazo. FIIs de papel não compram tijolo, eles investem em dívidas do setor imobiliário (chamadas de CRIs), recebendo pagamentos mensais de juros e correção monetária atrelada à inflação ou ao CDI. Para aprofundar, consulte nossos guias específicos sobre cada tipo e defina a proporção ideal para sua carteira.

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Marcelo Fayh

Marcelo Fayh é analista de investimentos certificado (CNPI) e consultor de investimentos credenciado na CVM, fundador da US Wealth Consultoria de Investimentos (também credenciada na CVM).

Atua no mercado financeiro desde 2005: foi sócio de um escritório de agentes autônomos por quase 9 anos, trabalhou com M&A por 4 anos e é analista e consultor de investimentos há mais de 7 anos, especializado em Fundos Imobiliários (FIIs) e ETFs. É autor do livro Método Fayh: Descubra Como Escolher os Melhores Fundos Imobiliários do Mercado e Viva de Renda.

No blog, traduz os documentos oficiais dos fundos — fatos relevantes, relatórios gerenciais e informes — em análises acessíveis.

O conteúdo é educativo e não constitui recomendação de investimento.

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