XPML11 compra fatias de dois shoppings em São Paulo por R$ 70,8 milhões

Quer ver mais notícias e análises de FIIs no seu Google? Adicione meu site às suas fontes preferidas da Busca. É um clique.

Adicionar às minhas fontes do Google
Interior de shopping center movimentado com escadas rolantes e lojas, representando os ativos do fundo XPML11

O fundo imobiliário XP Malls (XPML11) concluiu a compra de participações em dois importantes complexos comerciais localizados na Zona Leste da cidade de São Paulo. De acordo com o fato relevante publicado em 16 de outubro de 2026, o fundo desembolsará um total de R$ 70,88 milhões pela transação.

A operação envolve a compra do direito real de uso correspondente a 15% do Shopping Metrô Boulevard Tatuapé e 5% do Shopping Metrô Itaquera. O vendedor de ambas as fatias é o Metrus, Instituto de Seguridade Social.

  • Valor total da operação: R$ 70.878.567,57
  • Impacto estimado: R$ 0,11 por cota ao mês nos próximos 12 meses
  • Novas participações: 15% do Boulevard Tatuapé e 5% do Metrô Itaquera

Detalhes dos ativos e da estrutura de pagamento

O pagamento ao Metrus foi estruturado em três partes para preservar o caixa do fundo. A primeira parcela, de R$ 40,69 milhões, foi quitada na data de fechamento da operação. O restante será pago a prazo, com uma parcela de R$ 7,08 milhões em até 12 meses e outra de R$ 23,09 milhões em até 24 meses, ambas corrigidas monetariamente pela variação do CDI.

O Shopping Metrô Boulevard Tatuapé possui aproximadamente 19 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL) e conta com mais de 150 lojas. O XPML11 comprou o direito de uso de 15% desse ativo válido até outubro de 2047. Como o fundo já detinha uma fatia anterior, a sua participação total no empreendimento agora chegará a 30%.

Já o Shopping Metrô Itaquera, inaugurado em 2007, é um empreendimento maior, com cerca de 68 mil metros quadrados de área e 260 lojas. A compra garantiu ao fundo o direito de uso de 5% do shopping até abril de 2043. Ambos os ativos se destacam pela conexão direta com importantes estações de transporte público, o que atrai um fluxo orgânico e alto volume recorrente de consumidores.

Estratégia do XPML11 e contexto da carteira

A incorporação dessas participações reforça o perfil do XP Malls como um grande Fundo de Shopping voltado para a gestão ativa. Curiosamente, na mesma data desta nova compra, a gestão informou a conclusão da venda de toda a sua participação de 16,99% no Shopping Cidade Jardim, um ativo focado no público de altíssima renda que demandava pesados reinvestimentos contínuos.

Análises de FIIs toda semana no seu e-mail

Receba gratuitamente o resumo semanal dos fatos relevantes e as análises do blog.

Assinar a newsletter →

Esse movimento ilustra claramente a reciclagem do portfólio, trocando um ativo de menor geração de caixa livre recorrente por empreendimentos maduros com grande volume de pessoas e vendas. Com o novo arranjo após as transações, o fundo passa a deter participação direta em 25 shoppings em operação, somando uma área própria de quase 265 mil metros quadrados.

No cenário recente, com base nos dados de setembro de 2026, o XPML11 contava com 795.394 investidores e um patrimônio líquido de R$ 6,90 bilhões. O fundo entregou um rendimento de R$ 0,92 por cota naquele mês. Em termos anuais, o fundo apresentou um DY Patrimonial de 10,28% e um DY Mercado de 11,08%. A cotação em 16 de outubro marcava uma relação de preço sobre valor patrimonial (P/VP) de 0,99, indicando que o mercado negociava o fundo de forma bastante alinhada ao seu valor justo.

O que a operação significa para o investidor

O foco principal de qualquer investidor de fundos imobiliários costuma ser a geração de renda passiva. Segundo os cálculos da gestora e da administradora do XPML11, a compra dessas fatias nos dois shoppings paulistas deve gerar um impacto positivo no resultado operacional de R$ 7,35 milhões nos próximos 12 meses.

Na prática, isso representa um incremento no resultado operacional estimado em aproximadamente R$ 0,11 por cota a cada mês. Vale lembrar que a estrutura de pagamento parcelada foi desenhada justamente para que o fundo não precisasse desembolsar todo o capital imediatamente, o que mantém recursos livres para outras oportunidades e preserva o caixa.

É importante ressaltar que os valores divulgados são estimativas gerenciais. O rendimento que cai efetivamente na conta dos cotistas nos próximos meses continuará dependendo do desempenho operacional de toda a carteira de shoppings, do cenário de consumo das famílias e das obrigações correntes do fundo.

De toda forma, as recentes movimentações demonstram que a gestão busca otimizar ativamente as receitas, apostando em ativos com forte adensamento populacional para proteger a rentabilidade e gerar valor a longo prazo.

Fonte: Fato Relevante divulgado em 16/10/2026 no Fundos.NET, sistema de divulgação de informações da B3/CVM. Ver documento oficial (PDF) →

Precisa de ajuda com a sua carteira?

Agende uma consultoria e receba orientação personalizada para os seus objetivos com seus investimentos.

Agendar consultoria →

O conteúdo desta notícia é puramente informativo e não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de cotas de FIIs. Investimentos em renda variável envolvem riscos, e o desempenho passado não é garantia de rentabilidade futura. O DY Patrimonial e o DY Mercado refletem o histórico recente, enquanto os impactos operacionais informados representam apenas as estimativas atuais da gestora, sujeitas às variações naturais do mercado.

Compartilhe este conteúdo

Marcelo Fayh

Marcelo Fayh é analista de investimentos certificado (CNPI) e consultor de investimentos credenciado na CVM, fundador da US Wealth Consultoria de Investimentos (também credenciada na CVM).

Atua no mercado financeiro desde 2005: foi sócio de um escritório de agentes autônomos por quase 9 anos, trabalhou com M&A por 4 anos e é analista e consultor de investimentos há mais de 7 anos, especializado em Fundos Imobiliários (FIIs) e ETFs. É autor do livro Método Fayh: Descubra Como Escolher os Melhores Fundos Imobiliários do Mercado e Viva de Renda.

No blog, traduz os documentos oficiais dos fundos — fatos relevantes, relatórios gerenciais e informes — em análises acessíveis.

O conteúdo é educativo e não constitui recomendação de investimento.

Todas as publicações

Relacionados

Sua carteira mais equilibrada, segura e rentável.

Descubra como podemos te ajudar com conhecimento (curso e livro), recomendações de FIIs e ETFs, ou com uma consultoria personalizada para todo seu portfólio.

ETFs

Visão aérea de um shopping center moderno iluminado ao entardecer, representando o portfólio do fundo PMLL11.

PMLL11 movimenta R$ 1,3 bi e chega a 22 shoppings após um ano de gestão Pátria

Fundo PMLL11 (Pátria Malls) apresenta resultados de 14 meses de gestão, com expansão para 22 shoppings, R$ 1,3 bi em transações e dividendos de R$ 1,00/cota.

Publicação
Galpão logístico moderno em construção com caminhões de carga no pátio.

TRXF11 investe R$ 250 milhões em galpão logístico do Mercado Livre

O fundo imobiliário TRXF11 concluiu investimento de R$ 250 milhões em um centro logístico locado para o Mercado Livre em Campinas. Veja os detalhes.

Publicação
Fachada de imóvel educacional representando a nova compra do fundo TVRI11 em Salvador.

TVRI11 compra imóvel educacional em Salvador por R$ 39 milhões

O fundo imobiliário TVRI11 concluiu a compra de um imóvel educacional em Salvador (BA) por R$ 39,08 milhões. Saiba os detalhes da transação.

Publicação
Vista aérea de uma grande fazenda agrícola com trator em operação, representando os ativos do fundo RZTR11

RZTR11 Vende Fazenda em MT por R$ 200 Milhões com Estrutura de Permuta

Fundo RZTR11 (Riza Terrax) assina venda da Fazenda São Francisco I por R$ 200 milhões, recebendo dinheiro e nova fazenda em permuta. Entenda o impacto.

Publicação
Fachada de galpão logístico moderno representando o fundo HSLG11.

HSLG11 recebe parte do aluguel da Casas Bahia, mas mantém ações de despejo

Fundo imobiliário HSLG11 recebe R$ 2,9 milhões da Casas Bahia, mas mantém ações de despejo ativas na Justiça por aluguéis atrasados.

Publicação
Edifícios corporativos modernos espelhados ilustrando a separação de ativos do fundo imobiliário BRCR11.

Consulta Formal do BRCR11 Propõe Cisão do Portfólio e Criação do Novo Fundo BTOT11

O fundo imobiliário BRCR11 convocou consulta formal em 08/10/2026 para aprovar a divisão de sua carteira e a criação do fundo BTOT. Entenda os detalhes.

Publicação
Gravatar