O fundo imobiliário TRX Real Estate (TRXF11) anunciou na quinta-feira, 24 de setembro de 2026, a compra de 50% de participação em três condomínios logísticos localizados nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. O investimento total estimado para a operação é de R$ 578,33 milhões, de acordo com o documento divulgado aos cotistas.
A transação marca um movimento expressivo de expansão do portfólio do fundo, trazendo novos locatários de grande porte e aumentando a área total sob gestão. Os novos ativos incluem imóveis já em operação e um projeto em desenvolvimento, mesclando diferentes perfis de geração de renda.
- Investimento total: R$ 578,33 milhões
- Preço por metro quadrado: R$ 3.919,43
- Cap rate médio: 8,50% ao ano
- Área adicionada: 147.554,43 metros quadrados
Detalhes dos condomínios logísticos adquiridos
A compra envolve frações de 50% em três propriedades distintas. A primeira delas é o Condomínio Log Itapeva, localizado em Minas Gerais, no estratégico corredor logístico da Rodovia Fernão Dias. O imóvel já está em operação e encontra-se totalmente locado para a Petlove, empresa do setor de produtos para animais de estimação, com um contrato atípico válido até setembro de 2033.
O segundo imóvel é o condomínio CLCR 01, situado em Cariacica, no Espírito Santo. Com acesso facilitado às rodovias BR-101 e BR-262, o espaço atende empresas como Azzas, Suzano, Whirlpool e Supporte. A ocupação é garantida por uma mistura de contratos típicos tradicionais e contratos sob medida, modalidade conhecida como built-to-suit, onde o imóvel é construído para atender a exigências específicas do inquilino antes da entrega.
Por fim, a terceira propriedade fica em São Sebastião da Bela Vista, em Minas Gerais, e ainda está na fase de desenvolvimento. Este projeto será ocupado pelo Mercado Livre por um prazo de 12 anos. O ativo será entregue em duas etapas entre o final de 2027 e o início de 2028. Durante as obras, o TRXF11 receberá uma renda mínima garantida pelo vendedor, proporcionando rentabilidade imediata ao fundo.
O impacto da compra para a carteira do TRXF11
A incorporação destes três imóveis traz mudanças consideráveis para os números consolidados do fundo. A soma de todo o espaço físico disponível para locação, métrica chamada de Área Bruta Locável (ABL), crescerá 29,05%, saltando de 1,58 milhão para 2,04 milhões de metros quadrados no cenário pós-transação.
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Outro indicador importante é a taxa de retorno esperada, chamada de cap rate, que mede a rentabilidade do imóvel frente ao valor pago na compra. A média de 8,50% ao ano reflete a expectativa de geração de caixa das novas propriedades. Com as mudanças, o Mercado Livre passará a ser o maior inquilino isolado do TRXF11, respondendo por 14,94% das receitas de aluguel, seguido por Assaí e Grupo Mateus.
Apesar do alto volume financeiro envolvido na compra, a gestão do fundo informou na apresentação gerencial que a estimativa de distribuição de rendimentos permanece inalterada, projetada entre R$ 0,90 e R$ 0,93 por cota até dezembro de 2026.
Contexto atual do TRXF11 no mercado
Com base em dados de mercado referentes a agosto de 2026, o TRXF11 possuía um patrimônio líquido robusto de R$ 6,03 bilhões, distribuído entre mais de 351 mil cotistas. O fundo distribuiu um rendimento de R$ 0,93 por cota naquele mês, o que representou um DY Mercado 12M (calculado sobre a cotação) de 12,95% e um DY Patrimonial 12M (sobre o valor justo dos ativos) de 12,21%.
No dia do anúncio do evento, em 24 de setembro de 2026, a relação entre o preço da cota na bolsa e o seu valor patrimonial (P/VP) estava em 0,76, indicando que o mercado negociava o fundo com um desconto em relação à avaliação oficial de seus imóveis.
O que isso significa para o cotista
Para quem investe no TRXF11, a operação evidencia uma estratégia ativa da gestão para diversificar as fontes de receita e aumentar a exposição ao setor logístico. A entrada de inquilinos de forte peso corporativo, aliados a contratos longos, tende a oferecer maior previsibilidade de caixa a longo prazo. O prazo médio dos contratos do fundo passará a ser de 10,79 anos, proporcionando um fluxo de aluguéis estendido.
O fato de a gestão manter a sua projeção de dividendos mesmo após um desembolso de quase R$ 580 milhões sinaliza que a estruturação do negócio foi desenhada para preservar a remuneração mensal do cotista no curto prazo, integrando os novos imóveis à dinâmica financeira já existente.
A administração continuará informando o mercado sobre os desdobramentos e eventuais novas fases de pagamento desta transação nos próximos meses.
Fonte: Fato Relevante divulgado em 24/09/2026 no Fundos.NET, sistema de divulgação de informações da B3/CVM. Ver documento oficial (PDF) →
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As informações contidas neste texto têm caráter estritamente jornalístico e educacional, não constituindo recomendação de compra, venda ou manutenção de cotas de fundos imobiliários. Os dados apresentados são baseados em fatos relevantes e documentos públicos disponibilizados pelo administrador do fundo. Rentabilidade passada não é garantia de rendimentos futuros e todo investimento em renda variável envolve riscos.







