Os cotistas do Patria Securities, negociado na B3 sob o ticker PSEC11, aprovaram em Assembleia Geral Extraordinária a consolidação do patrimônio do fundo pelo Patria Plus Multiestratégia Real Estate (RBRX11). Conforme o fato relevante publicado em 22 de outubro de 2026, a operação prevê a venda da totalidade dos ativos do PSEC11 para o RBRX11, seguida da liquidação e encerramento do fundo vendedor.
Com a aprovação, os atuais investidores do PSEC11 terão suas posições migradas para o fundo comprador. O fator exato de proporção para essa troca de cotas será divulgado após a conclusão das negociações financeiras entre os dois veículos.
- Votos a favor: 31,94% das cotas emitidas
- Quórum total: 37,55% de participação
- Preço da venda: Valor patrimonial contábil dos ativos
- Pagamento aos cotistas: Cotas do RBRX11 e/ou dinheiro em caixa
Detalhes da venda dos ativos e encerramento do PSEC11
A operação de reorganização societária envolve a transferência completa da carteira do PSEC11. A venda acontecerá pelo valor patrimonial que os ativos possuem na contabilidade do fundo no exato momento da transferência. Para viabilizar e financiar essa compra, o RBRX11 realizará uma emissão de novas cotas no mercado.
Após a entrega dos ativos e o acerto financeiro de todas as despesas restantes, o PSEC11 entrará em processo de liquidação. Nesse momento, o administrador entregará aos cotistas as cotas do RBRX11 recebidas na venda, além de eventuais saldos em dinheiro que ainda estejam no caixa do fundo. A ata da assembleia confirma que a medida foi aprovada sem ressalvas pela grande maioria dos investidores presentes na votação.
O contexto do Patria Securities e o objetivo da fusão
A gestão do Pátria Investimentos já havia detalhado a proposta de união no final de setembro de 2026. O objetivo principal da consolidação é agrupar dois fundos imobiliários que possuem estratégias muito semelhantes, buscando criar um veículo de maior porte no mercado com patrimônio líquido estimado em 2,6 bilhões de reais após a fusão. A união também visa aumentar a liquidez para os investidores na bolsa de valores.
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Segundo o relatório gerencial mais recente, a carteira do PSEC11 possuía mais de 50% de seus recursos alocados em ativos de renda recorrente focados na estratégia de carrego (como títulos de dívida imobiliária) e cerca de 42% em cotas de outros fundos, configurando uma estratégia oportunística.
De acordo com os dados de fechamento de setembro de 2026, o PSEC11 possuía um patrimônio líquido de 1,29 bilhão de reais e contava com 79.431 cotistas. Cada cota detinha um valor patrimonial de 70,26 reais, enquanto o preço de mercado negociava com desconto, resultando em um indicador P/VP de 0,78. Nos doze meses encerrados em setembro, o veículo registrou um DY Mercado de 14,38% e um DY Patrimonial de 10,53%, entregando um rendimento de 0,60 real por cota naquele mês.
O que isso significa para o cotista
Para o investidor que possui cotas do PSEC11, a mudança mais imediata será a transição obrigatória da sua posição para o RBRX11. É essencial manter a atenção aos próximos comunicados, pois a administradora solicitará que os cotistas informem o seu custo médio de compra das cotas originais.
Essa informação de custo médio é necessária porque a liquidação de um fundo de investimento pode gerar imposto de renda retido na fonte caso exista ganho de capital na operação. Se o investidor não enviar o seu custo de aquisição no prazo que será estabelecido, o administrador utilizará o menor valor histórico de negociação da cota na B3 para calcular o imposto, o que pode resultar em uma tributação maior do que a devida para o cotista.
Os investidores não precisam realizar a venda manual de suas cotas na bolsa se desejarem participar da migração, mas devem monitorar rigorosamente os prazos tributários para evitar cobranças indesejadas sobre o saldo a receber.
O cronograma final com as datas exatas da liquidação e o fator de troca oficial entre as cotas dos dois fundos será publicado pela administradora Apex em breve.
Fonte: Fato Relevante divulgado em 22/10/2026 no Fundos.NET, sistema de divulgação de informações da B3/CVM. Ver documento oficial (PDF) →
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As informações referentes a tributação, custos médios e fatores de proporção na migração de fundos têm caráter puramente informativo e refletem os documentos divulgados pelo administrador oficial. O recolhimento de impostos na liquidação de fundos depende de análise individual. O investidor deve consultar os comunicados da gestora e, se necessário, procurar orientação tributária especializada. Este material não configura recomendação de compra, venda ou manutenção de cotas.








