O fundo imobiliário Tivio Renda Imobiliária (TVRI11) anunciou a compra de um imóvel educacional localizado em Salvador, no estado da Bahia. De acordo com o fato relevante publicado no dia 13 de outubro de 2026, a transação envolveu o montante total de R$ 39,08 milhões.
O movimento marca mais um passo na estratégia de diversificação do fundo, que vem reciclando sua carteira para reduzir a dependência histórica de agências bancárias e ampliar sua presença em novos segmentos e regiões. A operação reforça o direcionamento da gestão para ativos fora do eixo Sul e Sudeste.
- Ativo: Imóvel educacional em Salvador (BA)
- Valor total da compra: R$ 39.086.274,29
- Área locável: 10.368,56 m²
- Custo aproximado: R$ 3.770,00 por metro quadrado
Detalhes da compra do imóvel educacional na Bahia
O ativo recém-adquirido pelo TVRI11 está situado na Avenida Luís Viana Filho, no bairro Imbuí, uma das vias mais importantes de Salvador. O imóvel conta com uma área bruta locável total de 10.368,56 metros quadrados. Ao dividir o valor total da negociação pela área disponível, o custo de compra ficou em aproximadamente R$ 3.770,00 por metro quadrado.
A estruturação financeira da compra foi dividida em duas etapas. A maior parte do valor, correspondente a R$ 37.946.274,29, foi paga à vista na data de assinatura da escritura de compra e venda (13 de outubro de 2026). O saldo remanescente, no valor de R$ 1.140.000,00, será quitado em até 18 meses. Este segundo pagamento está condicionado ao cumprimento de exigências pós-fechamento estipuladas no contrato.
A inserção de um imóvel do setor de educação na carteira representa um avanço na tese de investimentos do fundo, que busca diluir riscos e encontrar novas fontes de receita fora do tradicional mercado de escritórios comerciais e agências bancárias.
O contexto do TVRI11 e a reciclagem da carteira
Historicamente, o Tivio Renda Imobiliária possuía uma carteira altamente concentrada em agências locadas para o Banco do Brasil. Com o fim da atipicidade de muitos desses contratos, a gestão passou a adotar uma postura mais ativa desde meados de 2023. O objetivo central tem sido a venda de ativos maduros ou com baixo potencial de valorização para reinvestir o capital em imóveis de renda urbana mais versáteis.
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O relatório gerencial referente a setembro de 2026 demonstra que o fundo já havia realizado diversas vendas de agências, acumulando mais de R$ 200 milhões em volume de negociações. Esse capital vem sendo direcionado tanto para a modernização dos imóveis remanescentes quanto para a compra de novas propriedades. Antes do ativo em Salvador, o TVRI11 já havia expandido seu portfólio para o setor de saúde e varejo, com a entrada de imóveis no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Em termos de porte financeiro, dados de setembro de 2026 apontam que o fundo encerrou o período com um patrimônio líquido de R$ 1,60 bilhão e uma base de 56.222 cotistas. No mercado secundário, a relação Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP) estava em 0,89 no momento do anúncio da compra, enquanto o Dividend Yield de Mercado acumulado nos últimos 12 meses alcançava 14,56%.
O que essa compra significa para o cotista do TVRI11
Para o investidor, a compra de um imóvel em Salvador ilustra a execução prática da estratégia informada pela gestão nos últimos relatórios. A saída de um modelo de inquilino único para uma carteira que engloba hospitais, hortifrútis, clínicas e, agora, instituições de ensino, ajuda a proteger a receita do fundo contra inadimplências ou devoluções inesperadas de um único setor.
Além da diversificação de inquilinos, o fundo também ganha abrangência geográfica. A entrada no mercado nordestino permite aproveitar dinâmicas imobiliárias diferentes das observadas no Sudeste, ampliando o leque de oportunidades de locação. A retenção de uma parcela do pagamento (R$ 1,14 milhão) condicionada a metas futuras também demonstra uma proteção contratual comum em grandes transações imobiliárias, garantindo que o ativo entregue exatamente o que foi prometido antes da quitação final.
A continuidade desse processo de reciclagem deve seguir alterando o perfil de risco e retorno do fundo, exigindo que o cotista acompanhe os próximos relatórios gerenciais para avaliar o impacto da nova receita educacional nos rendimentos mensais distribuídos.
Fonte: Fato Relevante divulgado em 13/10/2026 no Fundos.NET, sistema de divulgação de informações da B3/CVM. Ver documento oficial (PDF) →
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O conteúdo apresentado nesta notícia tem caráter estritamente informativo e educativo, elaborado a partir de fatos relevantes e documentos públicos disponibilizados pelo administrador do fundo. Valores passados não garantem resultados futuros. As informações não configuram, sob nenhuma hipótese, recomendação de compra, venda ou manutenção de cotas de fundos imobiliários.







