O fundo imobiliário HSI Logística (HSLG11) informou ao mercado, por meio de Fato Relevante publicado em 9 de outubro de 2026, que a sua locatária Casas Bahia S.A. não realizou o pagamento do aluguel referente a setembro de 2026. Diante do atraso, a gestão do fundo ajuizou uma ação de despejo por falta de pagamento.
- Locatária: Casas Bahia S.A.
- Valor inadimplido: R$ 4.303.920,14
- Competência em atraso: Setembro de 2026
- Data da ação de despejo: 08/10/2026
Os detalhes da inadimplência e o pedido de despejo
O aluguel da varejista, que tinha data de vencimento em 7 de outubro de 2026, é referente a dois imóveis da carteira do fundo, localizados na cidade de Contagem, em Minas Gerais, e em São José dos Pinhais, no Paraná. O montante não pago totaliza mais de R$ 4,3 milhões.
Como resposta rápida ao atraso, a administradora Apex e a gestora HSI protocolaram a ação judicial no dia seguinte ao vencimento, no estrito cumprimento de seus deveres, visando resguardar os interesses financeiros dos cotistas do fundo.
Um detalhe importante destacado no documento oficial é a natureza legal desta dívida. Como a empresa inquilina entrou com pedido de recuperação judicial (RJ) em agosto de 2026, o crédito deste aluguel atrasado é posterior ao pedido, possuindo natureza extraconcursal, conforme determina a Lei de Falências e Recuperação de Empresas. Na prática, isso significa que o valor não se sujeita às regras e bloqueios gerais da recuperação judicial, conferindo maior prioridade de recebimento, embora não garanta a entrada imediata do dinheiro no caixa do fundo.
O contexto histórico com a locatária
A situação financeira da Casas Bahia já vinha sendo monitorada de perto pelos investidores. Em fato relevante anterior, datado de 18 de agosto de 2026, a gestora do HSLG11 comunicou formalmente que a empresa havia protocolado o pedido de recuperação judicial perante a 2ª Vara de Falências de São Paulo.
Naquela ocasião inicial, a locatária chegou a listar a locação dos galpões entre os contratos essenciais cuja manutenção havia sido requerida ao juízo. No entanto, a falha no pagamento recente altera o cenário prático para um FII de Logística, que é uma categoria de fundo focada em galpões industriais e centros de distribuição, cuja rentabilidade depende do recebimento previsível dos aluguéis mensais.
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O que isso significa para o cotista do HSLG11
Para o investidor, a preocupação imediata costuma ser o impacto na distribuição de rendimentos mensais. De acordo com o Relatório Gerencial de setembro de 2026, a gestão do fundo tem como objetivo manter a distribuição entre R$ 0,74 e R$ 0,76 por cota no atual momento.
O fundo encerrou o mês de setembro com uma reserva financeira acumulada de R$ 0,74 por cota. Esse resultado retido no caixa confere uma certa margem de manobra para atravessar o período, permitindo estabilizar os pagamentos mesmo sem o recebimento da parcela atual da varejista. Contudo, a gestora alertou de forma transparente que, caso o pagamento não ocorra e a inadimplência persista, poderá ser obrigada a reavaliar para baixo o patamar de distribuição até que a situação judicial seja regularizada.
Além do desafio financeiro de curto prazo, existe o risco comercial de aumento da vacância, que é a métrica que indica o percentual de espaço vazio ou desocupado de um imóvel, caso a empresa acabe saindo definitivamente dos galpões após a ação de despejo. Para mitigar esse temor, a gestora avalia que os imóveis possuem excelente padrão técnico e estão em regiões de demanda consistente, o que historicamente facilita a busca por novos inquilinos no mercado caso a recolocação se torne inevitável.
Panorama atual do HSI Logística
Observando os dados de contexto, com competência referencial de agosto de 2026, o HSLG11 possuía uma base de 40.716 cotistas. O fundo conta com um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 1,39 bilhão, e o valor patrimonial de suas cotas foi avaliado em R$ 110,04 cada.
Na data de fechamento do fato relevante, em 9 de outubro de 2026, a cotação a mercado do fundo apresentava um indicador P/VP de 0,80, apontando que as cotas eram negociadas com desconto em bolsa frente ao valor contábil dos galpões. O último rendimento pago foi de R$ 0,75 por cota. Cabe sempre lembrar que retornos passados não garantem rentabilidade futura e que todo investimento em renda variável exige o acompanhamento dos riscos, especialmente quando um inquilino relevante enfrenta desafios operacionais e judiciais severos.
Fonte: Fato Relevante divulgado em 09/10/2026 no Fundos.NET, sistema de divulgação de informações da B3/CVM. Ver documento oficial (PDF) →
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As informações financeiras apresentadas baseiam-se em documentos públicos divulgados pelo fundo. Este texto possui caráter exclusivamente informativo e educacional, não configurando recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos. A distribuição de dividendos passados ou a existência de reservas financeiras não garantem rendimentos futuros. Avalie seu perfil de risco e, se necessário, consulte um profissional qualificado antes de investir.







