TRXF11 assina proposta de R$ 1,03 bilhão para compra de lajes corporativas em SP

Quer ver mais notícias e análises de FIIs no seu Google? Adicione meu site às suas fontes preferidas da Busca. É um clique.

Adicionar às minhas fontes do Google
Patio Malzoni TRXF11

O fundo imobiliário TRX Real Estate (TRXF11) anunciou ao mercado, por meio de comunicado divulgado no dia 14 de agosto de 2026, o envio de propostas vinculantes para a compra de um portfólio de lajes corporativas de alto padrão na cidade de São Paulo. A operação, avaliada em R$ 1,03 bilhão, marca um forte movimento estratégico do fundo em endereços nobres da capital paulista.

As propostas foram formalizadas no dia 13 de agosto de 2026 e têm como alvo ativos atualmente detidos pelos fundos CATUAÍ VBI TRIPLE A (BLCA11) e CATUAÍ VISTA FL (CVFL11). Pela estrutura desenhada, o TRXF11 não fará a compra direta dos imóveis, mas atuará como cotista-âncora de um novo fundo de investimento imobiliário que será constituído e gerido pela Catuaí Gestora de Recursos.

  • Valor total da compra: R$ 1.032.836.000,00
  • Imóveis alvo: Edifícios Malzoni e Vista Faria Lima
  • Área Bruta Locável (ABL): 19.044 metros quadrados

Detalhes da compra dos edifícios Malzoni e Vista Faria Lima

A transação bilionária envolve duas propriedades muito conhecidas no mercado corporativo paulistano. O primeiro ativo é o Edifício Malzoni, localizado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, no bairro do Itaim Bibi. A proposta prevê a compra de cinco lajes da Torre A, que somam uma Área Bruta Locável (ABL) de aproximadamente 7.422 metros quadrados. O valor alocado para esta parte do negócio é de R$ 474.986.240,00, o que resulta em um custo aproximado de R$ 64.000,00 por metro quadrado.

O segundo imóvel do pacote é o edifício Vista Faria Lima, situado na Rua Professor Atílio Innocenti, na região da Vila Nova Conceição. Neste prédio, a proposta abrange doze lajes (do 2º ao 5º andar e do 11º ao 18º andar), totalizando 11.622 metros quadrados. A parcela do preço atribuída a este ativo é de R$ 557.849.760,00, representando cerca de R$ 48.000,00 por metro quadrado.

Segundo o comunicado, as propostas são de caráter vinculante, irrevogáveis e irretratáveis. No entanto, a conclusão efetiva da compra está sujeita ao cumprimento de condições precedentes comuns a este tipo de negócio, incluindo a aprovação da venda por parte dos cotistas dos fundos vendedores em assembleia.

Análises de FIIs toda semana no seu e-mail

Receba gratuitamente o resumo semanal dos fatos relevantes e as análises do blog.

Assinar a newsletter →

Mudança de estratégia e o contexto do fundo

Tradicionalmente conhecido por sua forte atuação no segmento logístico e em FIIs de Renda Urbana, o TRXF11 faz agora um movimento de peso em direção ao mercado de escritórios de alto padrão. Investir em um FII de Lajes Corporativas ou possuir ativos deste tipo significa buscar rentabilidade através de contratos de aluguel de espaços empresariais, geralmente localizados em grandes centros financeiros e comerciais.

Dados de referência de julho de 2026 mostram o tamanho e a robustez do TRXF11 para suportar uma operação dessa magnitude. O fundo possuía um Patrimônio Líquido (PL) de R$ 6,06 bilhões e uma base expressiva de 343.736 cotistas. O valor patrimonial por cota estava em R$ 97,07, enquanto a cotação a mercado fechou o dia 14 de agosto de 2026 indicando um indicador P/VP de 0,82, o que significa que o fundo estava sendo negociado com desconto em relação ao valor de seus bens.

No quesito remuneração, o fundo entregou um rendimento de R$ 0,93 por cota no mês de referência. Ao observar a janela de 12 meses finalizada em julho de 2026, o TRXF11 apresentou um DY Mercado de 12,99% e um DY Patrimonial de 12,16%.

O que isso significa para o cotista

Para quem já investe ou acompanha o fundo, esta operação sinaliza uma diversificação relevante na carteira. O ingresso nas regiões do Itaim Bibi e da Vila Nova Conceição coloca o fundo em exposição direta aos mais importantes polos corporativos de São Paulo, onde a oferta de novos espaços é limitada e a demanda de grandes empresas costuma ser resiliente.

A escolha por atuar como cotista-âncora de um novo fundo, em vez de deter o imóvel diretamente na carteira física, também é uma manobra financeira que pode trazer benefícios em termos de estruturação e gestão focada, deixando o trabalho operacional diário a cargo de uma gestora especializada no segmento (a Catuaí). Por atuar em múltiplas frentes nestes ativos, a Catuaí informou que tomará as medidas necessárias para mitigar quaisquer potenciais conflitos de interesses.

Como as propostas ainda precisam passar por condições precedentes, o cotista deve aguardar novos fatos relevantes para confirmar a liquidação financeira e a assinatura definitiva dos contratos. Somente após essa etapa o fundo divulgará os impactos reais esperados nos rendimentos mensais decorrentes desta compra bilionária.

Fonte: Comunicado ao Mercado divulgado em 14/08/2026 no Fundos.NET, sistema de divulgação de informações da B3/CVM. Ver documento oficial (PDF) →

Precisa de ajuda com a sua carteira?

Agende uma consultoria e receba orientação personalizada para os seus objetivos com seus investimentos.

Agendar consultoria →

O conteúdo desta notícia é puramente informativo e educacional, baseado em documentos públicos divulgados pelo fundo. Não constitui, em nenhuma hipótese, recomendação de compra, venda ou manutenção das cotas do fundo TRXF11. Investimentos em fundos imobiliários envolvem riscos e valores passados não garantem rentabilidade futura.

Compartilhe este conteúdo

Marcelo Fayh

Marcelo Fayh é analista de investimentos certificado (CNPI) e consultor de investimentos credenciado na CVM, fundador da US Wealth Consultoria de Investimentos (também credenciada na CVM).

Atua no mercado financeiro desde 2005: foi sócio de um escritório de agentes autônomos por quase 9 anos, trabalhou com M&A por 4 anos e é analista e consultor de investimentos há mais de 7 anos, especializado em Fundos Imobiliários (FIIs) e ETFs. É autor do livro Método Fayh: Descubra Como Escolher os Melhores Fundos Imobiliários do Mercado e Viva de Renda.

No blog, traduz os documentos oficiais dos fundos — fatos relevantes, relatórios gerenciais e informes — em análises acessíveis.

O conteúdo é educativo e não constitui recomendação de investimento.

Todas as publicações

Relacionados

Sua carteira mais equilibrada, segura e rentável.

Descubra como podemos te ajudar com conhecimento (curso e livro), recomendações de FIIs e ETFs, ou com uma consultoria personalizada para todo seu portfólio.

ETFs

Mãos de executivos conectando maquetes de shopping centers sobre uma mesa de reunião, representando uma fusão de fundos imobiliários.

BPML11 e BBIG11 assinam acordo para avaliar possível fusão e combinação de ativos

Fundos BPML11 e BBIG11 assinam memorando para estudar parceria que pode envolver a combinação de ativos de shoppings. Entenda os detalhes.

Publicação
Fachada moderna de um edifício corporativo representando a negociação do Passeio Corporate pelo BROF11.

BROF11 recebe proposta de R$ 760 milhões para a venda do Edifício Passeio Corporate

O fundo imobiliário BROF11 avalia uma proposta não vinculante de R$ 760 milhões pela venda do Edifício Passeio Corporate no Rio de Janeiro.

Publicação
Calendário destacando a data de dezenove de outubro ao lado de documentos financeiros e uma caneta.

RBRR11 Prorroga Prazo de Votação sobre Incorporação pelo Fundo PCIP11

O fundo imobiliário RBRR11 estendeu para 19 de outubro de 2026 o prazo da Consulta Formal sobre a venda de seus ativos para o PCIP11. Veja as regras e dados.

Publicação
Caminhões estacionados nas docas de um grande centro logístico moderno

GARE11 compra galpão logístico no Rio Grande do Sul por R$ 155,9 milhões

O fundo imobiliário GARE11 concluiu a compra de um centro de distribuição frigorificado em Nova Santa Rita (RS). Veja os impactos no portfólio.

Publicação
Fachada de um shopping center moderno, representando o fundo HGBS11.

HGBS11 capta R$ 214,5 milhões na 12ª emissão de cotas com 99% de concentração institucional

O fundo imobiliário HGBS11 encerrou sua 12ª emissão de cotas levantando R$ 214,5 milhões, com 99% do volume concentrado em institucionais. Entenda os detalhes.

Publicação
Duas torres corporativas conectadas por uma ponte simbolizando a fusão de fundos de investimento.

PSEC11 propõe liquidação para união com RBRX11; cotista deve comprovar preço médio

Fundo PSEC11 será liquidado e cotistas migrarão para o RBRX11. Investidores precisarão comprovar preço médio para evitar retenção excessiva de IR.

Publicação
Gravatar