O Maxi Renda fundo de investimento imobiliário (MXRF11) anunciou a sua 12ª emissão de cotas, com o objetivo inicial de captar R$ 999.999.991,45. De acordo com o prospecto definitivo divulgado em 19 de junho de 2026, o montante ofertado pode chegar a R$ 1,25 bilhão caso o lote adicional de 25% seja totalmente exercido pela gestão do fundo.
O preço de emissão foi fixado em R$ 9,37, baseado no valor patrimonial da cota apurado no final de maio de 2026. Somado à taxa de distribuição primária de R$ 0,27 por cota (equivalente a 2,89%), o preço total de subscrição para o investidor será de R$ 9,64.
Detalhes da 12ª emissão e cronograma do MXRF11
Para quem já é cotista do fundo, o direito de preferência foi garantido para aqueles que possuíam as cotas na carteira no dia 24 de junho de 2026 (data-base). O fator de proporção para o exercício desse direito é de 23,187193114%. O período para solicitar a subscrição junto à B3 (bolsa de valores) se estende de 26 de junho a 8 de julho de 2026.
Os investidores em geral que desejarem participar da oferta pública poderão fazer a reserva considerando um investimento mínimo de 107 cotas, o que representa um aporte inicial de R$ 1.031,48, já incluindo a taxa de distribuição. Entender a estrutura dessas ofertas é fundamental ao pesquisar o que são Fundos Imobiliários (FIIs), veículos de investimento que reúnem recursos para aplicar no setor imobiliário e distribuem a maior parte de seus rendimentos mensais.
A liquidação financeira da oferta, data em que os valores serão efetivamente debitados da conta dos investidores e as novas cotas emitidas, está prevista para 31 de julho de 2026.
Destinação dos recursos e projeção de rendimentos
A gestão do MXRF11 utilizará os recursos levantados para expandir sua carteira por meio da compra de novos ativos, possuindo um pipeline (lista de potenciais negócios) indicativo de R$ 1,27 bilhão. A prioridade de alocação será em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), instrumentos de dívida do setor imobiliário muito comuns em um Fundo de Papel.
O foco das novas compras recai sobre CRIs com taxas de retorno consideradas atrativas, como um título de incorporação vertical pagando a variação da inflação (IPCA) acrescida de 11,00% ao ano, e um CRI de shopping center pagando IPCA mais 10,20% ao ano. Segundo o estudo de viabilidade econômica anexado ao prospecto, essa estratégia de alocação visa sustentar o patamar de distribuição de lucros do fundo.
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A gestão projeta, no cenário base para os próximos 12 meses, um rendimento médio esperado de R$ 0,1048 por cota ao mês. Caso essa expectativa se confirme, o resultado representaria um Dividend Yield projetado de 14,49% ao ano, considerando o preço de subscrição de R$ 9,64. Vale lembrar que projeções de rentabilidade não configuram garantia de ganhos futuros.
Contexto atual da carteira do Maxi Renda
O MXRF11 é o maior fundo imobiliário do Brasil em número de investidores, contando com 1.423.541 cotistas, conforme dados de competência de março de 2026. Na mesma data, o fundo apresentava um Patrimônio Líquido (PL) de R$ 4,32 bilhões, com o Valor Patrimonial (VP) por cota em R$ 9,38.
O fundo manteve uma consistência na entrega de resultados recentes, distribuindo R$ 0,10 por cota em março de 2026. Seus indicadores anuais mostravam, no fechamento do mesmo mês, um DY Mercado 12M de 12,05% e um DY Patrimonial 12M de 12,74%. A cotação no mercado secundário em 12 de junho de 2026 indicava um múltiplo P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) de 1,03, apontando um leve ágio em relação aos ativos da carteira.
Em abril de 2026, a carteira do fundo estava dividida predominantemente em CRIs (73,1%), seguido por cotas de outros FIIs (14,4%), permutas financeiras (8,9%) e o restante em caixa (3,6%).
O que isso significa para o cotista
As emissões de cotas são os mecanismos que os FIIs utilizam para crescer, já que a legislação os obriga a distribuir 95% do lucro caixa semestral, o que impede a retenção de grandes volumes de dinheiro para reinvestimento. Para o cotista do MXRF11, participar da oferta exercendo o direito de preferência é uma forma de evitar a diluição de sua participação no fundo.
Além disso, o preço de subscrição de R$ 9,64 foi fixado muito próximo ao valor patrimonial do fundo, sem embutir o ágio comumente visto na cotação do mercado secundário para este fundo específico. A proposta da gestão com esta nova captação é aproveitar oportunidades de dívida imobiliária que entreguem taxas superiores à inflação, buscando perenizar os bons pagamentos mensais aos investidores ao longo dos próximos meses.
A decisão de participar da subscrição ou comprar cotas no mercado secundário deve ser avaliada individualmente, observando os riscos descritos no prospecto e o alinhamento do investimento à carteira do investidor.
Fonte: Docs de Oferta de Distribuição divulgado em 22/06/2026 no Fundos.NET, sistema de divulgação de informações da B3/CVM. Ver documento oficial (PDF) →
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As informações contidas nesta notícia são de caráter estritamente informativo e não configuram recomendação, oferta ou aconselhamento de compra ou venda de valores mobiliários. O investimento em Fundos Imobiliários (FIIs) envolve riscos, incluindo a possível perda de capital, e as projeções de rentabilidade não representam garantia de resultados futuros. O investidor deve ler cuidadosamente o prospecto definitivo e o regulamento do fundo antes de tomar qualquer decisão de investimento. Os dados de Dividend Yield (DY) e P/VP refletem a situação do fundo nas datas de referência citadas e podem sofrer alterações conforme a dinâmica do mercado.







