O fundo imobiliário GGRC11 anunciou, em fato relevante divulgado no dia 29 de junho de 2026, a assinatura de um compromisso para a compra de um galpão logístico ainda em fase de desenvolvimento. O imóvel está localizado no Polo Industrial da cidade de Camaçari, no estado da Bahia. O valor total acordado para a operação foi de R$ 150.000.007,50, e o pagamento foi estruturado mediante a compensação financeira de créditos provenientes da recente 11ª emissão primária de cotas do fundo.
- Ativo: Galpão logístico Triple A no Polo Industrial de Camaçari (BA)
- Valor da compra: R$ 150.000.007,50
- Área Bruta Locável (ABL) prevista: 54.000 metros quadrados
- Renda Mínima Garantida (RMG): R$ 1,25 milhão por mês por 15 meses
Detalhes do imóvel e foco no Nordeste
O novo investimento do GGRC11 consiste em um terreno com área total aproximada de 74.500 metros quadrados. Sobre este espaço, está sendo erguido um empreendimento com Área Bruta Locável prevista de aproximadamente 54.000 metros quadrados. O projeto possui um prazo estimado de 10 meses para a entrega final da obra.
A construção segue o padrão estrutural classificado no mercado como Triple A. Isso significa que o galpão contará com especificações técnicas do mais alto nível, exigidas por grandes empresas de logística e comércio eletrônico. Entre as características, destacam-se o pé-direito livre superior a 12 metros, piso com alta capacidade de carga física, docas modernas e amplo pátio de manobras para veículos de grande porte.
O complexo foi concebido com vocação multi-inquilino, permitindo a divisão do espaço para diferentes empresas. A gestão destacou que o galpão faz parte do mesmo complexo logístico do CD3. O CD3 é outro ativo do fundo que abriga locatários conhecidos do grande público, como a varejista online Shopee e a construtora MRV Engenharia.
A escolha geográfica reforça a tese do fundo de ampliar sua atuação no Nordeste brasileiro. A cidade de Camaçari possui um mercado logístico em aquecimento, motivado principalmente pela expansão da atividade industrial regional e pela instalação iminente da fábrica da montadora BYD no estado.
Renda Mínima Garantida e proteção ao fundo
Como o ativo encontra-se em fase de construção, a negociação incluiu mecanismos financeiros para proteger a rentabilidade do fundo durante o período de obras e estabilização do negócio. O principal deles é uma Renda Mínima Garantida a favor do GGRC11.
A estrutura prevê o recebimento mensal de R$ 1.250.000,00 pelo prazo de 15 meses, contados a partir da data de pagamento do preço de compra. Essa garantia serve para assegurar a previsibilidade de entrada de recursos no caixa do fundo imobiliário enquanto o galpão não gera aluguéis orgânicos. O valor da Renda Mínima Garantida será reduzido de maneira proporcional sempre que um novo contrato de locação for formalizado para o espaço.
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Além da renda assegurada, as partes concordaram com uma cláusula de ajuste de preço, chamada comercialmente de earn-out. Esse dispositivo determina que uma parcela adicional do preço do imóvel só será desembolsada pelo fundo caso o galpão seja inteiramente alugado antes do término do prazo da Renda Mínima Garantida, alcançando uma rentabilidade mínima exigida. A meta definida é um cap rate mínimo de 10% ao ano ou, em um eventual cenário de venda futura do imóvel, uma Taxa Interna de Retorno anualizada não inferior a 20%.
O que isso significa para o cotista do GGRC11
O GGRC11 atua na categoria de FII de tijolo, construindo o patrimônio dos seus investidores por meio da exploração de imóveis físicos voltados ao setor logístico e industrial. De acordo com os dados de maio de 2026, o fundo possui um Patrimônio Líquido de R$ 2,36 bilhões e soma mais de 356 mil cotistas em sua base de investidores.
O uso dos recursos captados na 11ª emissão de cotas para a compra deste galpão na Bahia sinaliza a velocidade da gestão na alocação do capital. O dinheiro dos novos cotistas, em vez de ficar parado no caixa rendendo apenas a taxa básica de juros, foi rapidamente direcionado para a compra de um ativo real com alto potencial de geração de receita e valorização no longo prazo.
Em termos de remuneração, o fundo registrou um DY Patrimonial de 10,92% e um DY Mercado de 11,87% no intervalo de 12 meses finalizado em maio de 2026, com o último pagamento contabilizando R$ 0,10 por cota. Considerando o preço de fechamento na data do anúncio (29 de junho de 2026), a cotação apresentava um indicador P/VP de 0,89, sinalizando que a cota a mercado custava menos do que o valor contábil dos imóveis (R$ 11,03 por cota).
A estrutura comercial da compra, amparada pela Renda Mínima Garantida, permite que o investidor não sofra um impacto negativo na distribuição mensal enquanto o galpão está sendo finalizado. Contudo, para avaliar corretamente a qualidade dos rendimentos no longo prazo, o cotista precisará observar os relatórios gerenciais futuros. O sucesso definitivo do investimento dependerá da capacidade da gestão em converter o espaço vago em contratos sólidos de aluguel após a entrega das chaves.
Fonte: Fato Relevante divulgado em 29/06/2026 no Fundos.NET, sistema de divulgação de informações da B3/CVM. Ver documento oficial (PDF) →
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O conteúdo apresentado tem caráter informativo e educativo, não constituindo recomendação de compra ou venda de cotas do fundo GGRC11. Os dados baseiam-se em documentos oficiais publicados pelo fundo. Rentabilidade passada não é garantia de rendimentos futuros e investimentos em renda variável envolvem riscos.







