TEPP11 Anuncia Compra de Conjuntos Comerciais no Edifício Torre Sul por R$ 10,7 Milhões

Edifício Torre Sul onde o FII TEPP11 adquiriu unidades

O fundo imobiliário Tellus Properties (TEPP11) comunicou aos seus cotistas e ao mercado a assinatura de um compromisso para a compra de duas novas unidades comerciais. De acordo com o documento divulgado em 06 de julho de 2026, o fundo passará a ser proprietário dos conjuntos 171 e 172 do Edifício Torre Sul, localizado na cidade de São Paulo.

O valor total negociado para a compra das unidades é de R$ 10.767.131,82. Este montante será pago na data de liquidação da operação, momento em que ocorrerá a assinatura da escritura definitiva e a transferência oficial dos imóveis. O Fato Relevante confirma que a transação ainda depende do cumprimento de condições contratuais habituais para ser formalmente concluída.

  • Imóveis: Conjuntos 171 e 172 do Edifício Torre Sul (São Paulo)
  • Valor da compra: R$ 10.767.131,82
  • Receita mensal contratada: R$ 86.024,33
  • Mecanismo de proteção: Garantia de renda assegurada até junho de 2027

Detalhes da locação e receita da nova compra

Os espaços comerciais negociados pelo TEPP11 não estão vazios. Atualmente, os imóveis encontram-se alugados para duas empresas distintas, o que garante geração de caixa imediata para o fundo assim que a posse for formalmente transferida.

A International Finance Corporation (IFC) é uma das locatárias, possuindo um contrato vigente até 31 de dezembro de 2026. A outra parcela do espaço é ocupada pela Nexmuv Tecnologia e Inovação Ltda., cujo acordo de locação tem validade até 30 de junho de 2027. Somados, os dois contratos geram uma receita mensal contratada agregada de aproximadamente R$ 86.024,33.

Um detalhe estruturado no contrato de compra é a existência de um mecanismo de garantia de renda. O vendedor dos conjuntos concedeu ao Tellus Properties uma proteção financeira atrelada ao espaço locado pela Nexmuv. Na prática, isso significa que o fundo tem assegurado o recebimento do aluguel referente a essa unidade até o final de junho de 2027, mesmo nas hipóteses de imprevistos previstos no documento de compra.

O Edifício Torre Sul está situado na região da Avenida Berrini, um dos polos comerciais mais tradicionais da capital paulista. Ele é classificado como um prédio de alto padrão e conta com infraestrutura robusta, fator essencial para atrair e reter inquilinos corporativos de grande porte.

Contexto do TEPP11 e consolidação do portfólio

O Tellus Properties é conhecido por ser um fundo de lajes corporativas focado em investir em escritórios bem localizados. A compra das novas unidades faz sentido dentro da estratégia do veículo, uma vez que o TEPP11 já possuía uma participação de 49,5% no próprio Edifício Torre Sul, conforme indicava seu relatório gerencial de maio de 2026. Ao aumentar sua posse no mesmo prédio, a gestão consolida sua posição e ganha maior relevância nas decisões do condomínio.

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Essa movimentação de compra ocorre no rastro da quinta emissão de cotas do fundo. Em maio de 2026, o TEPP11 lançou uma oferta pública buscando captar cerca de R$ 120 milhões para realizar novas alocações imobiliárias. A compra dos conjuntos representa a execução prática dessa tese de expansão, utilizando o capital levantado para crescer o portfólio de maneira sustentável, sem a necessidade de assumir grandes dívidas.

Em termos de números gerais, com base nos dados de maio de 2026, o TEPP11 apresentava um Patrimônio Líquido de R$ 475,6 milhões e contava com uma base de 44.450 cotistas. No que se refere à rentabilidade, o fundo registrava um DY Mercado de 11,51% no acumulado de 12 meses, negociando com um P/VP (preço sobre valor patrimonial) de 0,84, indicando que as cotas na bolsa estavam descontadas em relação ao valor contábil dos imóveis. Cabe sempre lembrar que indicadores passados não configuram garantia de rentabilidade futura.

O que a compra no Torre Sul significa para o cotista

Para o investidor, a compra de um imóvel já ocupado traz uma vantagem clara, pois o ativo começa a distribuir rendimentos sem a necessidade de passar por um longo período de busca por inquilinos. A vacância, termo utilizado para descrever os espaços vazios de um imóvel, costuma ser o principal desafio na gestão de escritórios.

Nesta operação específica, o risco de curto prazo é mitigado não apenas pela presença atual dos inquilinos, mas fundamentalmente pela garantia de renda negociada com o vendedor. Proteções contratuais desse tipo funcionam como um seguro para o fluxo de caixa de um fundo imobiliário. Se houver desocupação antecipada na unidade garantida até meados de 2027, o vendedor cobre financeiramente o valor acordado.

Isso oferece previsibilidade para o investidor enquanto a gestão organiza o planejamento do imóvel. Os contratos atuais vencem entre o fim de 2026 e o meio de 2027, proporcionando tempo hábil para a gestora iniciar as tratativas de renovação. A formalização do negócio aguarda apenas os trâmites cartoriais para a lavratura da escritura definitiva.

Fonte: Fato Relevante divulgado em 06/07/2026 no Fundos.NET, sistema de divulgação de informações da B3/CVM. Ver documento oficial (PDF) →

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O conteúdo apresentado tem caráter estritamente informativo e educacional. Não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de cotas de fundos imobiliários. A rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros, e os indicadores mencionados refletem a data de referência dos documentos apresentados.

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Marcelo Fayh

Marcelo Fayh é analista de investimentos certificado (CNPI) e consultor de investimentos credenciado na CVM, fundador da US Wealth Consultoria de Investimentos (também credenciada na CVM).

Atua no mercado financeiro desde 2005: foi sócio de um escritório de agentes autônomos por quase 9 anos, trabalhou com M&A por 4 anos e é analista e consultor de investimentos há mais de 7 anos, especializado em Fundos Imobiliários (FIIs) e ETFs. É autor do livro Método Fayh: Descubra Como Escolher os Melhores Fundos Imobiliários do Mercado e Viva de Renda.

No blog, traduz os documentos oficiais dos fundos — fatos relevantes, relatórios gerenciais e informes — em análises acessíveis.

O conteúdo é educativo e não constitui recomendação de investimento.

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