PATL11 anuncia amortização parcial com entrega de cotas do HGLG11 e pagamento em dinheiro

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Moedas e caixas de papelão representando a distribuição financeira e logística de fundos imobiliários.

O Pátria Logística Fundo de Investimento Imobiliário (PATL11) informou aos seus cotistas e ao mercado, por meio de um Fato Relevante publicado em 1 de julho de 2026, a conclusão da sua amortização parcial. O evento é uma etapa direta do processo de liquidação do fundo, que realizou a venda de todo o seu portfólio de imóveis para o CSHG Logística (HGLG11).

De acordo com o documento oficial, o valor total da amortização será equivalente a R$ 66,328350 por cota. O pagamento aos investidores será dividido em duas partes distintas: a entrega direta de cotas de emissão do HGLG11 e o pagamento de uma parcela complementar em dinheiro. A liquidação física das novas cotas está agendada para 3 de julho de 2026, enquanto os valores financeiros cairão na conta no dia 7 de julho de 2026.

  • Valor total da amortização: R$ 66,328350 por cota
  • Parcela em cotas (HGLG11): 0,38976146 cotas por cada cota do PATL11
  • Parcela em dinheiro: R$ 7,26 por cota
  • Data de entrega das cotas: 03/07/2026
  • Data de pagamento em dinheiro: 07/07/2026

Como vai funcionar a conversão e o pagamento

A mecânica da operação desenhada pelo gestor estabelece uma proporção exata para a troca dos ativos. A parcela principal (Parcela A) corresponde a R$ 59,0683502 por cota do PATL11, que será paga na forma de cotas do HGLG11. O cálculo utilizou como referência o valor de fechamento de mercado do HGLG11 no dia 29 de junho de 2026, que foi de R$ 151,55. Assim, o investidor receberá 0,38976146 cotas do HGLG11 para cada cota que possuía do PATL11.

Como a bolsa de valores (B3) só permite a negociação de números inteiros de cotas, o saldo fracionário resultante dessa conta não será depositado na carteira do investidor. Em vez disso, todas as frações serão agrupadas e vendidas em um leilão na B3. O valor arrecadado com a venda dessas sobras será posteriormente creditado em dinheiro na conta da corretora de cada cotista, em data a ser divulgada pelo administrador.

A segunda parte do pagamento (Parcela B) será o depósito direto de R$ 7,26 em moeda corrente para cada cota do PATL11 detida pelo investidor. É exatamente desta parcela financeira que será descontado o imposto de renda, caso haja ganho de capital na operação.

Regras de tributação na amortização

A amortização de cotas é um evento que pode gerar imposto de renda (IRRF) se o cotista tiver lucro. A tributação aplicável é de 20% sobre o ganho de capital, que é a diferença positiva entre o valor da amortização (R$ 66,33 por cota) e o custo médio de compra do investidor.

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Os cotistas tiveram um prazo específico para informar o seu custo médio diretamente na plataforma do administrador (Vórtx). Para aqueles que não enviaram essa informação no prazo, a regra do fundo estabelece a adoção de um custo médio conservador de R$ 39,81, que representa o preço mínimo histórico de negociação do fundo. Nesses casos, o imposto será retido na fonte com base nessa diferença maior, não havendo possibilidade de compensação futura pelo administrador.

O valor do imposto devido será descontado integralmente da parcela em dinheiro (os R$ 7,26 por cota) no momento do pagamento, de forma automática. O cotista não precisará emitir guias ou fazer recolhimentos adicionais referentes a essa retenção na fonte.

Contexto do Pátria Logística (PATL11)

O PATL11 é classificado como um FII de Tijolo, uma categoria de fundos imobiliários que investe diretamente em imóveis físicos para gerar renda por meio de aluguéis. Dentro desse universo, ele atua no segmento de Fundos de Logística, focado em galpões de armazenamento e distribuição, ativos essenciais para o varejo e o comércio eletrônico.

Dados de mercado de maio de 2026 mostram que o fundo contava com 33.546 cotistas e um Patrimônio Líquido (PL) de R$ 339,9 milhões. O valor patrimonial (VP) da cota era de R$ 68,10. Em termos de rendimentos, o fundo apresentava um DY Mercado de 10,18% no acumulado de 12 meses (considerando a cotação de mercado), e um DY Patrimonial de 9,59% no mesmo período. A venda de seus galpões para o HGLG11 marca o encerramento de sua tese original de investimento imobiliário direto.

O que isso significa para o cotista

É importante que o investidor compreenda que a amortização não é um rendimento mensal convencional (dividendo), mas sim a devolução do capital investido. O fundo vendeu seus imóveis e está distribuindo o resultado dessa venda aos donos do negócio. Portanto, o montante recebido reduz o tamanho do patrimônio do fundo e encerra a participação do cotista naqueles ativos originais.

Outro ponto fundamental diz respeito à declaração anual de imposto de renda futura. As novas cotas do HGLG11 que entrarão na custódia do investidor no dia 3 de julho de 2026 devem ser registradas com o custo de compra de R$ 151,55 por cota. Esse é o valor oficial de referência determinado pela operação e será a base de cálculo para apurar lucros ou prejuízos caso o investidor decida vender essas cotas do HGLG11 no mercado secundário futuramente.

Com essa etapa superada, o Pátria Logística segue seu cronograma rumo à liquidação final, e os antigos cotistas passam a compor a base de investidores do HGLG11.

Fonte: Fato Relevante divulgado em 01/07/2026 no Fundos.NET, sistema de divulgação de informações da B3/CVM. Ver documento oficial (PDF) →

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O conteúdo desta notícia tem caráter estritamente informativo, baseado em fatos relevantes e documentos públicos oficiais do fundo. Este texto não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de cotas de fundos imobiliários. A tributação citada reflete as regras comunicadas pelo administrador do fundo para este evento específico. Rentabilidade passada não é garantia de rendimentos futuros. Consulte sempre um profissional certificado antes de tomar decisões financeiras.

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Marcelo Fayh

Marcelo Fayh é analista de investimentos certificado (CNPI) e consultor de investimentos credenciado na CVM, fundador da US Wealth Consultoria de Investimentos (também credenciada na CVM).

Atua no mercado financeiro desde 2005: foi sócio de um escritório de agentes autônomos por quase 9 anos, trabalhou com M&A por 4 anos e é analista e consultor de investimentos há mais de 7 anos, especializado em Fundos Imobiliários (FIIs) e ETFs. É autor do livro Método Fayh: Descubra Como Escolher os Melhores Fundos Imobiliários do Mercado e Viva de Renda.

No blog, traduz os documentos oficiais dos fundos — fatos relevantes, relatórios gerenciais e informes — em análises acessíveis.

O conteúdo é educativo e não constitui recomendação de investimento.

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