HFOF11 aprova 2º programa de recompra de até 10,9 milhões de cotas

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A gestão do fundo imobiliário Hedge TOP FOFII 3 (HFOF11) anunciou aos investidores e ao mercado, através de um fato relevante publicado no dia 2 de julho de 2026, a aprovação do seu segundo programa de recompra de cotas. A iniciativa prevê a compra de até 10,9 milhões de cotas no mercado secundário para posterior cancelamento.

  • Início do programa: 17/07/2026
  • Volume máximo: 10.946.850 cotas (5% do total emitido)
  • Duração: 12 meses
  • Destino das cotas: Cancelamento imediato

Detalhes do Novo Programa de Recompra

As regras aprovadas pela gestão e administração do fundo estabelecem que o segundo programa terá duração de 12 meses, contados a partir da data do anúncio, com início operacional marcado para o dia 17 de julho de 2026. O objetivo principal da operação, segundo o documento oficial, é alocar recursos disponíveis para maximizar a geração de valor aos cotistas atuais.

A operação estipula um teto de 10.946.850 cotas, quantidade que representava exatos 5% do total de cotas emitidas pelo HFOF11 no momento do anúncio. O regulamento exige que as compras sejam realizadas na bolsa de valores (B3) pelo preço de mercado, mas com uma limitação de segurança importante: o valor pago em cada operação deve ser obrigatoriamente inferior ao valor patrimonial da cota apurado no dia imediatamente anterior à compra.

As corretoras Ativa Investimentos e XP Investimentos atuarão como intermediárias para executar as ordens de compra no mercado em nome do fundo.

Contexto e Histórico do Fundo

O HFOF11 é um Fundo de Fundos (FoF), um veículo que investe primordialmente em cotas de outros fundos imobiliários. Com um patrimônio líquido de R$ 1,71 bilhão e uma base de 94.205 cotistas registrados ao final de maio de 2026, o fundo tem utilizado a recompra de cotas de maneira ativa em sua gestão.

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O comunicado de julho de 2026 destacou que o fundo realizou programas de recompra nos últimos três exercícios. Um exemplo foi o primeiro programa formal do fundo, cuja vigência teve início em agosto de 2025. Este ciclo inicial foi encerrado com sucesso em meados de junho de 2026 após atingir a sua meta máxima, o que resultou na compra e no efetivo cancelamento de cerca de 11,5 milhões de cotas (também equivalentes a 5% da base total da época).

O Que Isso Significa para o Cotista

A principal característica de um programa de recompra focado em cancelamento é o efeito matemático sobre as cotas remanescentes. Quando um fundo usa seu próprio caixa para comprar cotas por um valor inferior ao de seus ativos reais (ou seja, abaixo do valor patrimonial) e as retira de circulação de forma definitiva, o patrimônio total do fundo passa a ser dividido por um número menor de partes.

Na prática, isso resulta em um aumento imediato do valor patrimonial de cada cota para os investidores que optaram por manter suas posições. Além disso, o rendimento futuro gerado pelos ativos imobiliários da carteira também será distribuído para uma quantidade menor de cotas, o que pode beneficiar a distribuição de dividendos por cota no longo prazo.

No início de julho de 2026, o indicador P/VP do HFOF11 estava em 0,81. Isso indicava que o mercado precificava as cotas com um desconto de 19% em relação ao seu valor contábil (avaliado em R$ 7,77 por cota no relatório de maio de 2026). Em fundos de fundos, este cenário costuma refletir um duplo desconto, já que os ativos que compõem o portfólio interno do FoF também podem estar negociando abaixo de seus respectivos valores patrimoniais. A decisão de recompra sinaliza ao mercado que a equipe de gestão confia na qualidade da própria carteira e enxerga que investir nas cotas do HFOF11 com desconto é uma via eficiente de alocação de capital.

Fonte: Comunicado ao Mercado divulgado em 02/07/2026 no Fundos.NET, sistema de divulgação de informações da B3/CVM. Ver documento oficial (PDF) →

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Este texto tem caráter puramente informativo e educacional, baseando-se em documentos oficiais publicados pelo fundo. As informações apresentadas não configuram recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos. Indicadores passados, como dividend yield e valor patrimonial, não garantem rentabilidade futura. O investimento em Fundos Imobiliários envolve riscos de mercado e o investidor deve avaliar seu próprio perfil antes de tomar decisões financeiras.

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Marcelo Fayh

Marcelo Fayh é analista de investimentos certificado (CNPI) e consultor de investimentos credenciado na CVM, fundador da US Wealth Consultoria de Investimentos (também credenciada na CVM).

Atua no mercado financeiro desde 2005: foi sócio de um escritório de agentes autônomos por quase 9 anos, trabalhou com M&A por 4 anos e é analista e consultor de investimentos há mais de 7 anos, especializado em Fundos Imobiliários (FIIs) e ETFs. É autor do livro Método Fayh: Descubra Como Escolher os Melhores Fundos Imobiliários do Mercado e Viva de Renda.

No blog, traduz os documentos oficiais dos fundos — fatos relevantes, relatórios gerenciais e informes — em análises acessíveis.

O conteúdo é educativo e não constitui recomendação de investimento.

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