Ranking de Rentabilidade de FIIs: Veja os Fundos Imobiliários Mais Rentáveis

Lupa dourada sobre um gráfico financeiro iluminado ao lado de moedas, representando a análise dos fundos imobiliários mais rentáveis.

Quais são os fundos imobiliários mais rentáveis hoje?

Quando os investidores começam a explorar a Bolsa de Valores, uma das primeiras perguntas que surgem é sobre quais são os fundos imobiliários mais rentáveis. O apelo de receber uma renda passiva recorrente atrai milhares de brasileiros todos os meses, mas entender o que realmente significa a rentabilidade de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é o passo fundamental para não cair em armadilhas.

A rentabilidade total de um FII não se resume apenas aos dividendos que caem na sua conta. Ela é composta por dois fatores essenciais: o Dividend Yield (os rendimentos distribuídos) somado à valorização ou desvalorização da cota no mercado. Se um fundo paga 12% ao ano em dividendos, mas a sua cota cai 15% no mesmo período, o seu retorno total como investidor foi negativo.

Por isso, buscar o fii com maior dividend yield focando exclusivamente nos pagamentos passados é um erro comum e perigoso. O cenário de juros, especialmente a taxa básica da economia (Selic), influencia diretamente o desempenho de cada fundo. Em cenários de juros altos, títulos de dívida atrelados à inflação ou ao CDI costumam apresentar rentabilidades nominais muito atrativas no curto prazo. No entanto, é imprescindível analisar se esses pagamentos são sustentáveis para o futuro.

Panorama do Mercado de FIIs: Contexto de Rentabilidade

Antes de olharmos para qualquer ranking fiis, precisamos estabelecer uma base de comparação. Afinal, como saber se a rentabilidade de um fundo é excelente, normal ou perigosamente alta? Para isso, utilizamos o IFIX (Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários), que funciona como um termômetro do mercado brasileiro, reunindo os principais fundos negociados na B3.

Compreender a média do mercado ajuda o investidor a identificar se o retorno de um fundo específico é uma oportunidade real ou um “ponto fora da curva” que esconde riscos elevados. Tudo o que foge muito da média do IFIX precisa ser analisado com uma lupa rigorosa.

Para termos um contexto exato, vamos observar os dados consolidados do mercado na competência de Maio de 2026. O IFIX contava com 114 fundos em sua carteira teórica, demonstrando a robustez do setor, que distribuiu aproximadamente R$ 1,56 bilhão por mês em rendimentos aos seus cotistas.

Métrica de Mercado (Maio/2026)Valor
Média do DY Mercado (12 Meses)12,69% ao ano
Mediana do DY Mercado (12 Meses)12,79% ao ano
Média do DY Patrimonial (12 Meses)12,47% ao ano

Nota: O DY Mercado é calculado dividindo os rendimentos pagos pela cotação do fundo na bolsa. O DY Patrimonial divide os rendimentos pelo valor intrínseco (patrimonial) do fundo.

Este panorama é a sua bússola: se o mercado está entregando, em média, cerca de 12,69% ao ano, um fundo entregando 20% exige extrema cautela, pois o risco assumido para gerar esse retorno certamente é superior à média.

Ranking: FIIs com Maior Dividend Yield (12 Meses)

Abaixo, apresentamos a lista factual dos 10 fundos imobiliários pertencentes ao IFIX que registraram o maior Dividend Yield (DY Mercado) acumulado nos últimos 12 meses, com base em dados de fechamento da competência de Maio de 2026.

Atenção máxima: Este ranking é um dado histórico e educativo, nunca uma recomendação de compra. Um Dividend Yield excessivamente alto normalmente não é sustentável e costuma ser sinal de problema. Na maioria dos casos, o yield fica alto porque a cotação do fundo caiu drasticamente no mercado — e essa queda é justamente o indício de que o fundo possui ativos problemáticos, inadimplência (calote) ou riscos severos de crédito.

PosiçãoTicker (Fundo)Segmento principalDY Mercado (12 Meses)
KIVO11Papel (Recebíveis)21,67%
CACR11Papel (Recebíveis)20,97%
DEVA11Papel (Recebíveis)18,64%
HCTR11Papel (Recebíveis)17,31%
VGRI11Escritórios (Lajes)16,94%
KORE11Escritórios (Lajes)16,72%
LIFE11Papel (Recebíveis)16,20%
MFII11Desenvolvimento15,98%
HABT11Papel (Recebíveis)15,81%
10ºRZAK11Papel (Recebíveis)15,73%

É vital compreender a matemática por trás desses números. Se um fundo pagava R$ 10 por ano e sua cota custava R$ 100, o DY era de 10%. Se o mercado descobre que os inquilinos desse fundo vão parar de pagar o aluguel, o pânico faz a cota cair para R$ 50. Como o cálculo de 12 meses olha para os R$ 10 que já foram pagos no passado, a fórmula divide 10 por 50, resultando em um “Yield ilusório” de 20%. Aquele dividendo já foi pago e não foi você que o recebeu. Comprar agora é apostar que uma situação extraordinária vai continuar.

A importância da Liquidez no Ranking

Ao olhar para a rentabilidade, muitos esquecem de outro pilar fundamental: a liquidez. A liquidez diária representa o volume financeiro negociado de um ativo na bolsa de valores em um único dia. Um fundo altamente rentável no papel não serve de nada se, no momento em que você precisar resgatar seu dinheiro, não houver compradores interessados nas suas cotas.

Investidores experientes costumam utilizar a liquidez como um filtro essencial. Fundos maiores e mais negociados tendem a apresentar menor volatilidade brusca de preços. Para fins de comparação, vejamos os 5 fundos com o maior volume médio diário de negociação na B3 (média de 3 meses, dados de Maio de 2026):

  • TRXF11 (Urbano): R$ 21,7 milhões/dia
  • KNCR11 (Papel): R$ 21,2 milhões/dia
  • XPML11 (Shoppings): R$ 17,3 milhões/dia
  • HGLG11 (Galpões Logísticos): R$ 15,0 milhões/dia
  • GARE11 (Híbrido): R$ 13,9 milhões/dia

Note que os fundos mais negociados (e muitas vezes os mais populares pela segurança que transmitem) não são os mesmos que encabeçam a lista dos maiores Dividend Yields. Essa é a prova de que o mercado cobra um prêmio de risco: mais segurança geralmente significa um rendimento mais próximo da média do IFIX, e não no topo do ranking.

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Fundos Imobiliários que pagam dividendos mensalmente

A característica que mais consolida os FIIs no portfólio dos brasileiros é a previsibilidade. Os fundos imobiliários que pagam dividendos mensalmente oferecem um formato ideal para quem busca construir uma carteira focada em renda passiva, simulando o recebimento do aluguel de um imóvel físico, mas sem as dores de cabeça da gestão inquilino-proprietário.

Como funciona o fluxo de caixa dos FIIs

A legislação brasileira obriga os FIIs a distribuírem, no mínimo, 95% do lucro auferido apurado no semestre. No entanto, por uma conveniência de mercado e para atrair investidores, a imensa maioria dos administradores realiza essa distribuição de forma mensal. O fundo recebe os aluguéis dos seus imóveis (ou os juros dos seus títulos de dívida), desconta as taxas de administração e gestão, e repassa o lucro líquido proporcionalmente para a conta da corretora de cada cotista.

Diferença entre FIIs de Tijolo e FIIs de Papel no retorno mensal

O perfil dessa distribuição mensal muda dependendo de onde o fundo investe. Quando falamos de fundos de tijolo (aqueles que compram galpões logísticos, shoppings e escritórios), a rentabilidade mensal depende diretamente do pagamento pontual dos aluguéis por parte das empresas inquilinas. São rendimentos com perfil mais linear, mas que podem sofrer impactos diretos caso haja vacância (imóvel vazio).

Por outro lado, os FIIs de Papel investem em recebíveis imobiliários (CRIs – Certificados de Recebíveis Imobiliários), que são dívidas. O retorno mensal desses fundos reflete o pagamento dos juros e da correção monetária dessas dívidas, estando muito mais atrelados aos índices macroeconômicos (como IPCA e CDI) a curto prazo. Para entender a mecânica aprofundada de todas essas categorias, vale a leitura sobre os diferentes tipos de fundos imobiliários.

Como escolher os melhores fundos imobiliários hoje?

Elegecer os melhores fundos imobiliários hoje para a sua carteira exige ir muito além da leitura rasa de rankings de rentabilidade. O ranking é um ponto de partida para o estudo, nunca uma lista de compras garantida. Um portfólio saudável requer o cruzamento de diversas métricas e um entendimento claro sobre o que gera o resultado do fundo.

Além do Yield: P/VP e Vacância

Para não cair na armadilha do “yield ilusório”, você precisa analisar o Dividend Yield e a Vacância em conjunto com o P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial). A vacância indica qual porcentagem dos imóveis do fundo está vazia (não gerando receita). Já o P/VP mostra se o fundo está sendo negociado na bolsa com desconto (abaixo de 1,00) ou com ágio (acima de 1,00) em relação ao que seus ativos realmente valem.

Um fundo com vacância subindo, cotação despencando (P/VP muito baixo) e Dividend Yield explodindo é o cenário clássico de uma “armadilha de valor”. O mercado está fugindo do ativo, e o alto retorno aparente é apenas o prêmio de risco para quem quiser segurar essa “bomba relógio”.

Gestão Ativa vs. Gestão Passiva

Fundos com gestão ativa possuem equipes que podem comprar, vender e reciclar o portfólio de imóveis ou dívidas ativamente para buscar melhores retornos. Já a gestão passiva fica presa aos ativos originais do fundo. A capacidade da gestão em navegar por crises é o que mantém os dividendos saudáveis.

A transparência e a qualidade dessa gestão podem, muitas vezes, ser percebidas pela adesão do mercado. Analisando o crescimento da base de cotistas (dados de Março de 2026), notamos fundos que atraíram forte interesse em 12 meses:

  • IRIM11 (Papel): crescimento de +8092% na base de cotistas.
  • RBRX11 (Hedge Fund): +889% de cotistas.
  • SNEL11 (Energia): +213% de cotistas.

Nota: Crescimento de popularidade reflete adesão do mercado e estratégias comerciais das gestoras, não sendo garantia de qualidade ou recomendação, mas é um termômetro de liquidez em formação. Se você ainda não possui conta para investir nesses ativos, veja um passo a passo para começar a investir.

Por fim, o alerta definitivo sobre a perigosa caça ao rendimento está nos cortes reais. O risco de redução abrupta de rendimentos deve ser monitorado pelos relatórios gerenciais. Olhando também para Março de 2026, vários fundos sofreram cortes drásticos. O fundo VIUR11, que tinha um histórico pagador, sequer distribuiu rendimentos no mês. Fundos como KIVO11 e KORE11 sofreram cortes severos (superiores a 30% em relação à média dos 6 meses anteriores).

Percebeu algo curioso? KIVO11 e KORE11 estão no topo do ranking de DY de 12 meses apresentado no início do texto, mas sofreram cortes agressivos recentemente! Esse é o exemplo perfeito de que olhar pelo retrovisor de 12 meses camufla o cenário de risco atual. Rentabilidade passada nunca foi e nunca será garantia de retorno no futuro.

Perguntas Frequentes sobre Rentabilidade de FIIs

Quanto rende R$ 20.000 em MXRF11?

O rendimento depende do dividendo anunciado mensalmente pela gestão. Historicamente, o MXRF11 tem pago cerca de 10% a 12% ao ano (DY Patrimonial/Mercado variando conforme a cotação). Para um cálculo exato no mês atual, deve-se pegar o valor investido, dividir pelo preço da cota para saber quantas cotas você comprou, e multiplicar esse número pelo último rendimento distribuído (por exemplo, R$ 0,10 por cota).

Quais fundos pagam 1% ao mês?

Geralmente, FIIs de Papel (focados em recebíveis e crédito imobiliário) ou fundos de desenvolvimento (mais arriscados) conseguem entregar yields próximos ou superiores a 1% ao mês em cenários de juros altos ou inflação elevada. No entanto, é crucial frisar que isso costuma envolver um risco de crédito muito maior do que fundos de tijolo consolidados. Retornos de 1% ao mês sustentáveis no longo prazo são raros e difíceis de manter.

Qual o FII mais rentável da história?

A rentabilidade histórica varia enormemente conforme a janela de tempo analisada (desde o IPO, últimos 5 anos, últimos 10 anos, etc.). Fundos de logística e fundos de shoppings que contaram com gestões competentes, excelente localização e compras acertadas no passado tendem a apresentar o melhor retorno total (a soma dos dividendos pagos mensalmente mais a expressiva valorização da cota na bolsa) quando observados em janelas de longo prazo.

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